A tensão no Oriente Médio atingiu um novo patamar nesta terça-feira. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou no Pentágono que o dia será marcado por “ataques mais intensos” dentro do território iraniano. Apesar da escalada ofensiva, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA ponderou que a capacidade de resposta do Irã via mísseis apresentou uma queda de 90%.
Alvos na região e baixas civis
Mesmo com a redução relatada pelos militares americanos, o Irã manteve a pressão sobre Israel e países do Golfo. O balanço de danos nas últimas horas inclui:
- Emirados Árabes Unidos: Nove drones atingiram o país, resultando em duas mortes.
- Bahrein: Autoridades confirmaram uma morte e oito feridos após ataques iranianos.
- Arábia Saudita: Dois drones foram destruídos sobre a região leste, área estratégica pela produção de petróleo.
- Kuwait: A Guarda Nacional informou o abate de seis drones.
Até o momento, o conflito já contabiliza pelo menos 1.230 mortos no Irã, 397 no Líbano e 11 em Israel.
Ameaça ao comércio global e sucessão no Irã
O presidente Donald Trump enviou mensagens ambivalentes ao longo da última segunda-feira. Enquanto indicava a congressistas uma “incursão curta”, ameaçou em redes sociais uma resposta drástica caso o Irã tente fechar o Estreito de Ormuz, via vital para o tráfego marítimo de energia.
A instabilidade geopolítica também atingiu os mercados. Após oscilações bruscas, as ações nos EUA ensaiaram uma estabilização nesta manhã. Contudo, os preços do petróleo atingiram o pico mais alto desde 2022. O movimento reflete não apenas o conflito, mas a confirmação do aiatolá Mojtaba Khamenei como sucessor de seu falecido pai no cargo de Líder Supremo do Irã.

