O cenário de guerra no Oriente Médio atingiu um novo nível de tensão neste domingo (29). O governo do Irã declarou prontidão total para responder a uma eventual invasão terrestre dos Estados Unidos. A acusação de Teerã é que Washington utiliza a diplomacia como distração enquanto mobiliza tropas fuzileiras navais para a região.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, reforçou que o país não aceitará o que chamou de “humilhação” perante as exigências norte-americanas de rendição.
Mobilização militar e o papel de Donald Trump
Relatórios do Pentágono indicam que o governo dos EUA já iniciou o envio de fuzileiros navais. O primeiro contingente chegou à região na última sexta-feira.
- Estratégia: O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que, embora o objetivo possa ser alcançado sem invasão, a presença das tropas garante “máxima flexibilidade” ao presidente Donald Trump.
- Dúvida: De acordo com o Washington Post, o Pentágono planeja semanas de operações terrestres, mas ainda aguarda a aprovação final de Trump para o início das incursões.
Impacto na economia global e o fechamento de Ormuz
A guerra, que se arrasta desde 28 de fevereiro, já causou a maior interrupção no fornecimento global de energia da história. O Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, permanece efetivamente fechado.
A entrada dos rebeldes houthis do Iêmen no conflito, com ataques recentes contra Israel, adiciona pressão ao transporte marítimo no Mar Vermelho, ameaçando rotas cruciais que dão acesso ao Canal de Suez.
Diplomacia no Paquistão busca saída para o conflito
Enquanto os combates se intensificam, Islamabad tornou-se o centro das negociações:
- Mediação: O Paquistão sediou conversas com ministros da Arábia Saudita, Turquia e Egito.
- Contatos Militares: O chefe do exército paquistanês mantém diálogo direto com o vice-presidente dos EUA, JD Vance.
- Proposta Turca: Ancara trabalha em um plano para reabrir o Estreito de Ormuz como medida de confiança para um cessar-fogo.
Israel intensifica ataques aéreos
No campo de batalha, as forças israelenses mantêm ofensivas pesadas contra a infraestrutura militar de Teerã. Ataques recentes atingiram locais de fabricação de armas e a cidade portuária de Bandar-e-Khamir. No Líbano, a campanha contra o Hezbollah também avançou, resultando em baixas militares e de profissionais de imprensa.

