Senador Flávio Bolsonaro se exila com esposa e filhas nos EUA após perseguição política e judicial

O parlamentar não é, portanto, um "foragido da Justiça", como alguns veículos têm afirmado de forma precipitada. A viagem ocorreu em 27 de outubro de 2026, dois dias após o parlamentar enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais.

Repórter Jota Silva
3 min de leitura
Flávio Bolsonaro chega com esposa e filhas aos EUA

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encontra-se atualmente nos Estados Unidos, em um desdobramento que ganhou repercussão nacional nas últimas horas. A viagem ocorreu em 27 de outubro de 2026, dois dias após o parlamentar enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais. Informação foi confirmada por fontes ligadas ao governo americano; senador deixou o país após ministro Alexandre de Moraes determinar que ele entregasse passaportes à PF

É fundamental esclarecer desde logo: não existe nenhum mandado de prisão expedido contra ele. O parlamentar não é, portanto, um “foragido da Justiça”, como alguns veículos têm afirmado de forma precipitada.

O que ocorreu foi uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a proibição de saída do país e a entrega de todos os passaportes do senador no prazo de 24 horas. Flávio não cumpriu a ordem e seguiu para os Estados Unidos, onde se encontra atualmente.

Perseguição política e judicial

Para a defesa e aliados do senador, a medida adotada pelo STF configura mais um capítulo de perseguição política e judicial contra a família Bolsonaro. Sem que haja uma ordem de prisão, a restrição de liberdade de locomoção — imposta em meio a investigações que ainda tramitam sem condenação — é vista como antecipação de julgamento e cerceamento de direitos políticos.

“A Justiça não pode transformar-se em instrumento de perseguição. Não há acusação de crime com mandado de prisão, mas se impede um parlamentar de circular pelo território nacional e de sair dele. Isso fere a própria Constituição”, avaliam apoiadores.

A saída do país, nesse contexto, não seria fuga, mas sim busca de proteção diante de um tratamento desigual e excessivo por parte de instituições que deveriam agir com imparcialidade. O senador nega qualquer irregularidade nas investigações em curso e reafirma que continuará se manifestando e organizando a oposição.

O senador ficará sem mandato a partir de fevereiro de 2027, pela primeira vez em 24 anos.

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