O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a apresentar problemas de saúde na tarde desta segunda-feira (16), no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Segundo o ex-vereador Carlos Bolsonaro, o pai passou mal e segue sob monitoramento. A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, confirmou que o ex-presidente teve um pico de pressão e tontura, sendo atendido pelo médico de plantão na unidade conhecida como “Papudinha”.
Pedido de prisão domiciliar
Diante do ocorrido, a defesa de Bolsonaro protocolou um pedido junto ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a conversão da pena para regime domiciliar. Os advogados sustentam que a permanência no sistema carcerário representa um “risco de morte” concreto devido à precariedade do estado de saúde do ex-chefe do Executivo.
O pedido baseia-se em um parecer do médico assistente Cláudio Birolini, que aponta riscos de:
- Descompensação aguda e insuficiência respiratória;
- Crises hipertensivas e arritmias;
- Eventos tromboembólicos e morte súbita.
“O ambiente de custódia carcerária eleva, de maneira concreta, o risco de descompensação clínica súbita”, afirma o documento enviado ao STF.
Contraponto da Polícia Federal
Apesar do alerta da defesa, um laudo médico recente da Polícia Federal (PF) atestou que Bolsonaro tem recebido tratamento adequado na ala de responsabilidade da Polícia Militar. O relatório da PF ressalta que o ex-presidente conta com dieta especial, controle rigoroso de pressão arterial e exames periódicos, não havendo, até o momento, necessidade de alteração na dosagem de seus medicamentos.


