O cenário geopolítico atingiu um novo patamar de tensão nesta quinta-feira. O novo Líder Supremo do Irã, Aiatolá Mojtaba Khamenei, emitiu sua primeira declaração oficial sobre o conflito, embora sem aparecer diante das câmeras — o que reforça as suspeitas da inteligência israelense de que ele teria sido ferido no início das hostilidades.
Khamenei defendeu o uso do Estreito de Ormuz como ferramenta de pressão e afirmou que os ataques contra países vizinhos no Golfo Pérsico terão continuidade.
Ofensiva em Beirute e crise humanitária
Enquanto o Irã se manifesta, o exército de Israel iniciou uma nova onda de bombardeios na zona sul de Beirute.
- Deslocados: Mais de 800 mil pessoas deixaram o sul do Líbano nos últimos dez dias.
- Educação sob ataque: Um bombardeio atingiu as proximidades da única universidade pública do Líbano, resultando na morte do diretor Hussein Bazzi e do professor Mortada Srour. O presidente Joseph Aoun classificou o episódio como um “crime contra instituições de ensino”.
- Êxodo no Irã: A ONU estima que 3,2 milhões de iranianos fugiram de Teerã e outros centros urbanos em direção ao norte e áreas rurais.
Impacto econômico e pressão no Pentágono
O mercado financeiro reflete o temor de um bloqueio no Estreito de Ormuz. O barril de petróleo Brent voltou a ultrapassar a marca dos 100 dólares hoje, após ter flertado com os 120 dólares no início da semana.
No campo diplomático e militar, o governo dos EUA enfrenta questionamentos:
- A general Alexus Grynkewich defendeu no Senado os protocolos americanos para evitar danos a civis.
- A defesa ocorre após um ataque com mísseis atingir uma escola iraniana, levantando suspeitas de uso de inteligência desatualizada.
- A senadora Kristen Gillibrand pressionou o Comando Europeu sobre cortes de pessoal feitos pela gestão Trump em escritórios focados justamente na redução de baixas civis.

