A Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Saúde, iniciará a partir da próxima quarta-feira, 18, uma nova etapa da estratégia de vacinação contra a dengue no município. Desta vez, a imunização será direcionada aos trabalhadores da Atenção Primária em Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS), seguindo as orientações da Nota Técnica nº 11/2026 do Ministério da Saúde.
O município recebeu da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa/PR) inicialmente 917 doses da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan. A aplicação seguirá uma estratégia escalonada definida em conjunto com a pasta e com o Ministério da Saúde.
Na primeira fase, a vacinação será destinada prioritariamente aos vacinadores das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), além de Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e Agentes de Combate às Endemias (ACEs). “A Secretaria de Saúde realizou levantamento junto às UBSs para distribuir as doses de forma proporcional entre as unidades e, conforme o recebimento de novos lotes, a imunização poderá ser ampliada para outros grupos de trabalhadores da saúde”, explica secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi.
Nardi enfatiza que tanto o recebimento de doses quanto a distribuição seguem planejamento nacional e estadual. “A quantidade de vacinas enviada ao município não foi uma solicitação da Secretaria de Saúde de Maringá, mas sim uma distribuição pré-definida pelo Ministério. Por isso, estamos seguindo as orientações técnicas para priorizar os profissionais que estão na linha de frente da Atenção Primária”, diz.
Na última quinta-feira, 12, as equipes das UBSs participaram de uma capacitação promovida pela Secretaria de Saúde sobre a nova vacina contra a dengue. O imunizante é de vírus atenuado, por isso não pode ser administrado em gestantes, mulheres em período de amamentação, pessoas vivendo com HIV ou pacientes com algum tipo de imunodepressão, entre outras condições clínicas.
Nardi lembra que o combate à dengue deve ser permanente. “Apesar da ampliação das estratégias de imunização, reforçamos que o enfrentamento à dengue depende também da manutenção das medidas de prevenção já adotadas, como a eliminação de criadouros do mosquito transmissor e a participação da população no controle da doença”, finaliza Nardi.

