O Governo do Estado lançou uma chamada pública de R$ 33 milhões para financiar projetos de pesquisa científica e tecnológica voltados a 61 demandas reais do setor produtivo empresarial.
A iniciativa, coordenada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), utiliza recursos do Fundo Paraná e faz parte do Programa Agências de Desenvolvimento Regional Sustentável (Ageuni). O objetivo é conectar universidades, empresas, governo e sociedade para solucionar desafios socioeconômicos locais.
Cronograma e inscrições
- Público-alvo: Instituições paranaenses de ensino superior e de pesquisa (ICTs), públicas e privadas.
- Envio de propostas: Até 25 de junho.
- Divulgação dos resultados: A partir de 16 de setembro.
- Início dos projetos: Outubro de 2026 (com duração de até quatro anos).
Áreas estratégicas e desafios
As 61 demandas identificadas estão alinhadas à Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Pecti). Entre os focos principais, destacam-se:
- Agronegócio: Desenvolvimento de bioinsumos para controle de pragas e sistemas inteligentes para análise de sementes.
- Sustentabilidade: Mitigação de gases de efeito estufa na pecuária e produção de biometano a partir de resíduos agroindustriais.
- Cidades Inteligentes: Reaproveitamento de resíduos da construção civil.
“O Paraná consolida uma posição de referência nacional no fomento à pesquisa orientada por demandas reais. Ao transformar o conhecimento científico em soluções aplicáveis, contribuímos para aumentar a competitividade das cadeias produtivas e para gerar trabalho, emprego e renda”, destaca o secretário da Seti, Aldo Nelson Bona.
Processo de seleção e critérios
A avaliação das propostas submetidas pelas agências de inovação das instituições será dividida em duas etapas:
- Análise de conformidade: Fase eliminatória de checagem documental.
- Análise de mérito: Fase classificatória conduzida por especialistas e membros da Ageuni. Serão pontuados critérios como impacto do projeto, viabilidade técnica, metodologia e sustentabilidade.
O edital exige a apresentação de uma matriz de riscos e a definição dos Níveis de Prontidão Tecnológica (TRL), garantindo que as pesquisas entreguem soluções maduras e aplicáveis ao mercado.
Histórico de sucesso
O diretor de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos Aurélio Pelegrina, reforça que o modelo Ageuni muda a lógica tradicional da pesquisa tradicional ao partir de dores reais do mercado.
Os dados do ciclo anterior (2023) comprovam a eficácia da proposta:
- 355 desafios foram apresentados pelo setor produtivo.
- 64 projetos foram efetivamente contemplados com fomento.
- Perfil das empresas atendidas: 35% microempresas, 14% médias empresas, 18% grandes empresas e 33% outras organizações.
- Aprovação: 80% das instituições parceiras confirmaram que a relação universidade-empresa gerou transferência tecnológica e compartilhamento de conhecimento altamente positivos.
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