O Paraná conquistou a melhor distribuição de leitos de UTI pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na região Sul do país, registrando uma média de 17,11 leitos para cada 100 mil habitantes. O índice supera os estados vizinhos — Rio Grande do Sul (13,17) e Santa Catarina (12,37) — e posiciona o Estado entre os três melhores do país, atrás apenas do Espírito Santo (22,81) e do Distrito Federal (17,7).
Os dados são da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), que cruzou informações do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), IBGE e Agência Nacional de Saúde (ANS). O cálculo utiliza a chamada “população SUS” (que depende exclusivamente da rede pública) e engloba leitos de UTI Adulto e Coronariana. O desempenho paranaense está acima da média nacional (13,06) e dentro do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que estipula de 10 a 30 leitos por 100 mil habitantes.
Crescimento estrutural acima da média populacional
Nos últimos dez anos, o Paraná expandiu sua rede de UTIs de forma expressiva e descentralizada:
- UTI Adulto e Coronariana: Saltou de 1.121 leitos em 2016 para 1.685 em 2025 (alta de 50%).
- Outras especialidades: Os leitos pediátricos, neonatais e de queimados (não contabilizados no ranking da Amib) cresceram 70%, passando de 370 para 630 no mesmo período. O destaque ficou com as UTIs Neonatais, que registraram aumento de 115% (de 198 para 427).
Esse avanço supera com folga o crescimento demográfico do Estado. Enquanto a infraestrutura de alta complexidade cresceu a taxas de até três dígitos, a população paranaense aumentou 5,7% no período, subindo de 11,2 milhões para 11,8 milhões de habitantes.
“Essa ampliação é fruto de uma política deste governo, que aposta na melhoria da atenção à saúde com a regionalização, que evita deslocamentos, melhora o acolhimento e dá mais oportunidades de recuperação da pessoa com atendimento mais rápido”, destacou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
Investimentos e novos hospitais descentralizam atendimento
O fortalecimento da rede é reflexo de aportes diretos do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), aplicados tanto na contratação de serviços quanto na construção e reforma de unidades hospitalares.
Quatro grandes projetos recentes detalham essa estratégia de descentralização regional:
| Município / Hospital | Tipo de Intervenção | Investimento | Impacto na Estrutura |
| Matinhos (Litoral) | Novo Hospital (Paraná Competitivo) | R$ 67,7 milhões | 90 leitos (incluindo UTI adulta, enfermaria, maternidade e centro cirúrgico). |
| Guaíra (Hospital Graciele Possan – Oeste) | Construção do zero | R$ 64,3 milhões | 84 leitos distribuídos entre enfermaria e UTI. |
| Assis Chateaubriand (Oeste) | Construção do zero | R$ 74,0 milhões | 80 leitos nas áreas clínica, cirúrgica, obstétrica e UTI. |
| Irati (Hospital São Camilo – Sul) | Reforma e ampliação | R$ 13,0 milhões | Ampliação de 62 para 101 leitos (20 de UTI), além de novas salas cirúrgicas e serviço de hemodinâmica. |
Com as novas obras anunciadas e os termos de serviço já assinados, o Estado busca consolidar a agilidade no atendimento de urgência e emergência no interior e na costa litorânea, reduzindo a necessidade de transferência de pacientes para os grandes centros urbanos.
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