A cidade de Juiz de Fora enfrenta um cenário crítico após registrar 584 milímetros de chuva acumulada em fevereiro, o maior volume da história do município. O índice supera o dobro do esperado para todo o mês e levou a prefeita Margarida Salomão a decretar estado de calamidade pública.
Impactos e vítimas
Os temporais ocorridos nesta segunda-feira (23) deixaram um rastro de destruição:
- Vítimas fatais: 22 mortes confirmadas até o momento nas cidades de Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata de Minas Gerais.
- Desabrigados: Cerca de 440 pessoas perderam suas casas, segundo a Defesa Civil.
- Soterramentos: 20 ocorrências registradas, com foco crítico na região sudeste.
- Inundações: O Rio Paraibuna transbordou e saiu da calha, isolando diversos bairros.
Resposta de emergência
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais atendeu mais de 40 chamadas emergenciais em poucas horas, envolvendo resgates de moradores ilhados, desobstrução de vias e análise de riscos estruturais em encostas.
“Estamos com todos os nossos recursos buscando salvar vidas. É uma situação histórica e de extrema gravidade”, afirmou a prefeita Margarida Salomão.
Recomendações à população
Para garantir a segurança e facilitar o trabalho das equipes de resgate, a prefeitura estabeleceu:
- Suspensão de aulas: Creches e escolas municipais estão fechadas.
- Teletrabalho: Servidores municipais atuarão remotamente.
- Mobilidade: A recomendação oficial é evitar sair de casa e não realizar deslocamentos desnecessários.
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