O Hospital DF Star, em Brasília, informou neste sábado (14) que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma piora na função renal e um aumento nos indicadores inflamatórios. De acordo com o último boletim médico, ele permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ainda sem previsão de alta hospitalar.
Apesar do agravamento do quadro renal, a equipe médica ressaltou que o ex-presidente encontra-se clinicamente estável. O tratamento atual inclui a administração de antibióticos e hidratação por via endovenosa, além de sessões de fisioterapia respiratória e motora. Também estão sendo aplicadas medidas rigorosas para a prevenção de trombose venosa.
Histórico da internação
Bolsonaro deu entrada na UTI na manhã de sexta-feira (13) com um diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral, possivelmente de origem aspirativa. O socorro foi realizado pelo Samu após o ex-presidente apresentar febre alta, calafrios, sudorese e queda na saturação de oxigênio.
Decisões judiciais e segurança
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro atue como acompanhante no hospital. Além dela, os filhos Jair Renan, Flávio, Carlos, Laura e a enteada Letícia receberam permissão para visitas.
A segurança no hospital segue protocolos rígidos determinados pelo STF:
- Vigilância 24h: Responsabilidade do Núcleo de Custódia da PMDF, com agentes na porta do quarto e guarnições dentro e fora do edifício.
- Restrição tecnológica: Está terminantemente proibida a entrada de celulares, computadores ou qualquer dispositivo eletrônico na unidade de internação, exceto equipamentos de uso médico.
O boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star neste sábado, 14 de março de 2026, confirma que o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro é considerado extremamente grave, embora ele se mantenha clinicamente estável.

Abaixo, os pontos críticos da atualização sobre o quadro de saúde:
Piora clínica e monitoramento na UT
Boletim médico e estado de saúde
- Agravamento Renal: Os médicos detectaram uma queda no desempenho dos rins e a elevação de marcadores de inflamação. Esse cenário é monitorado com atenção, pois pode indicar uma resposta insuficiente do organismo ao tratamento da infecção pulmonar.
- Diagnóstico: Ele permanece em tratamento para uma broncopneumonia bacteriana bilateral (nos dois pulmões), causada por um episódio de broncoaspiração (entrada de resíduos gástricos nas vias respiratórias).
- Manutenção na UTI: Não há qualquer previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva. O tratamento atual consiste em antibióticos venosos, hidratação e fisioterapia respiratória e motora para evitar complicações como a trombose venosa.
- Estabilidade Clínica: Apesar da piora nos exames laboratoriais, o hospital descreve o paciente como “clinicamente estável”, o que significa que seus sinais vitais (pressão, batimentos e temperatura) estão sob controle no momento.
O boletim é assinado por uma equipe multidisciplinar, incluindo o cirurgião-geral Cláudio Birolini, os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, além da diretoria técnica do DF Star.
Recentemente, o STF negou por unanimidade um pedido de prisão domiciliar feito pela defesa, que alegava que as instalações prisionais não eram adequadas para o tratamento médico. O ministro Moraes destacou que a tentativa anterior de romper a tornozeleira eletrônica impede o benefício.

