A disputa pela Presidência da República será definida em segundo turno após nenhum candidato atingir mais de 50% dos votos válidos na eleição realizada neste domingo (4). Os dois candidatos mais votados foram Flávio Bolsonaro (PL), com 47,03% dos votos válidos, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que obteve 45,16%.
De acordo com a apuração, Flávio Bolsonaro recebeu 56.102.160 votos, enquanto Lula somou 53.867.157 votos.
A totalização dos votos apontou 119.285.606 votos válidos, com 99,99% das seções apuradas no momento da divulgação dos resultados.
Como nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, a legislação eleitoral determina a realização de um segundo turno entre os dois mais votados. A nova votação definirá quem comandará o Palácio do Planalto pelos próximos quatro anos.
Resumo dos principais números:
- Flávio Bolsonaro (PL): 47,03% | 56.102.160 votos.
- Lula (PT): 45,16% | 53.867.157 votos.
- Votos válidos: 119.285.606.
- Situação: 2º turno confirmado.
Apuração gerou dúvidas nas redes sociais
Durante a divulgação dos resultados, internautas questionaram nas redes sociais uma aparente lentidão na atualização da apuração. Segundo relatos compartilhados online, o percentual de urnas totalizadas teria permanecido por um longo período próximo de 46%, avançando posteriormente para patamares superiores a 60%.
TSE explica demora na atualização da apuração
A aparente interrupção da apuração dos votos para presidente da República também foi tema de questionamentos nas redes sociais. Durante a noite da eleição, os dados exibidos no painel do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ficaram cerca de 50 minutos sem atualização significativa, o que levou usuários a levantarem dúvidas sobre um possível travamento do sistema.
Em entrevista coletiva após o encerramento da apuração, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que o atraso foi provocado por um congestionamento em um dos sistemas responsáveis pela divulgação dos resultados. Segundo o ministro, houve um fluxo de dados acima do normal, exigindo verificações técnicas antes da retomada da atualização pública dos números.
“O TSE tinha absoluto controle da situação”, afirmou o ministro. De acordo com ele, a Justiça Eleitoral precisou seguir protocolos de segurança para verificar a origem da intercorrência antes de restabelecer plenamente o sistema. “Antes da rapidez, prezamos por um sistema absolutamente confiável”, declarou.
Segundo relatos registrados durante a apuração, o painel nacional permaneceu por cerca de uma hora com percentual próximo de 64% das urnas totalizadas, voltando a avançar rapidamente depois da normalização do sistema. O próprio TSE ressaltou que o problema ocorreu na divulgação dos dados, sem comprometer a contagem dos votos ou a integridade da apuração.
O presidente da Corte também descartou qualquer indício de interferência externa ou ataque ao sistema eleitoral. De acordo com Kassio Nunes Marques, os mecanismos de monitoramento da Justiça Eleitoral não identificaram sinais de invasão, manipulação ou comprometimento dos resultados.
Link oficial para consulta: Portal de Resultados do TSE.

