O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, manifestou descontentamento com atuações recentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referentes à fiscalização e remoção de conteúdos no pleito eleitoral. Em conversa com jornalistas durante evento de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, o petista classificou como “decisões absurdas” e “tendenciosas” as medidas adotadas pela Corte.
Lula afirmou que pretende agendar uma reunião com o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, para tratar do tema. “Vou pedir explicação ao presidente da Corte eleitoral. Estou percebendo que há muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura”, declarou.
Suspensão de canal no WhatsApp motivou desabafo
O principal ponto de questionamento do presidente foi a ordem judicial do TSE que determinou a suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp. Administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o espaço contava com cerca de 3,4 milhões de seguidores e distribuía conteúdos de apoio à candidatura governista.
Para Lula, a suspensão do canal configura uma interferência indevida na mobilização de eleitores. “Não vamos permitir que seja fechado um canal de um deputado que está pedindo para as pessoas que querem votar em mim participar”, afirmou.
Disputa de narrativas e acirramento no 2º turno
A decisão do tribunal de derrubar o canal ocorreu após representações que apontavam a veiculação de peças publicitárias com alegações falsas direcionadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial no segundo turno.
Durante o evento na capital paulista, Lula também criticou propostas da oposição, afirmando que uma eventual vitória do adversário resultaria em cortes em direitos sociais da população de baixa renda. A campanha de Flávio Bolsonaro desmentiu a declaração, garantindo a manutenção dos programas sociais e dos serviços públicos essenciais.
O acirramento entre os candidatos ocorre em meio ao afunilamento do calendário eleitoral, com ambos os lados intensificando agendas de rua e disputando a preferência do eleitorado nas pesquisas de intenção de voto.


