O Estado do Paraná registrou uma das situações fiscais mais sólidas do País, alcançando o posto de terceiro estado brasileiro com a maior disponibilidade de caixa. O saldo líquido encerrou o mês de agosto com mais de R$ 27,6 bilhões, ficando atrás apenas de São Paulo (R$ 69,5 bilhões) e Minas Gerais (R$ 39,5 bilhões).
Os dados foram apresentados pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) nesta terça-feira (13) durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), referente aos resultados fiscais do segundo quadrimestre de 2026.
Principais destaques da matéria
- Recursos garantidos em caixa: A disponibilidade de caixa representa o total de recursos livres e líquidos do Estado após a dedução de todas as despesas contratadas e obrigações imediatas, assegurando a capacidade de pagamento e novos investimentos.
- Dívida líquida negativa e selo de bom pagador: Com volume de caixa superior às dívidas de longo prazo, a Dívida Consolidada Líquida (DCL) paranaense ficou em -0,02% da Receita Corrente Líquida, assegurando a classificação de nota máxima CAPAG A+ perante a Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
- Investimento recorde da história: Entre janeiro e agosto de 2026, o Paraná empenhou R$ 7,6 bilhões em investimentos — o maior volume da história estadual, superando em apenas oito meses o acumulado de todo o ano de 2025 (R$ 7,2 bilhões). Em comparação com 2018, os investimentos subiram cerca de 300%.
- Entregas efetivas (investimentos liquidados): Foram liquidados R$ 5,56 bilhões em obras, equipamentos e serviços públicos nos dois primeiros quadrimestres do ano (alta de 142% em relação ao mesmo período do ano anterior), tornando o Paraná o segundo estado que mais investiu no Brasil, com destaque para investimentos nas áreas de Urbanismo (R$ 1,47 bilhão) e Agricultura (R$ 1,18 bilhão).
- Aplicações acima dos limites constitucionais:
- Educação: Foram destinados R$ 13,2 bilhões (33,95% da Receita Líquida de Impostos – RLI), valor que supera a meta da Constituição Estadual (30%), representando R$ 1,5 bilhão a mais que o mínimo exigido.
- Saúde: Foram aplicados R$ 5,2 bilhões (13,28% da RLI), ultrapassando o piso mínimo constitucional de 12%.


