A empresária e lobista Roberta Luchsinger decidiu enviar suas duas filhas para fora do Brasil em razão da intensa onda de ameaças que vem recebendo. A medida visa proteger as jovens, diante de cerca de 50 ameaças de morte por dia, além de ameaças de violência sexual e agressões físicas direcionadas às meninas.
Decisão ocorre após rompimento com Lula
O caso ganhou repercussão nacional após Luchsinger, em entrevista à CNN Brasil em 17 de outubro de 2026, declarar rompimento público com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela atribuiu ao presidente a responsabilidade por qualquer dano que ocorra a ela ou às filhas, e afirmou que as ameaças se agravaram depois que ele a chamou de “pilantra” em pronunciamento em rede nacional.
Luchsinger: Presidente me colocou como boi de piranha; assista #CNNPrimeTime https://t.co/xFCAGnip74
— CNN Brasil (@CNNBrasil) October 18, 2026
Detalhes da medida e situação das filhas
- As filhas — uma de 16 anos e Valentina Luchsinger, de 21 anos — devem deixar o país nos próximos dias.
- A filha mais nova tem como pai o ex-delegado da Polícia Federal e ex-deputado Protógenes Queiroz, que reside na Suíça.
- O acidente de trânsito sofrido por Valentina em São Bernardo do Campo (SP), com circunstâncias ainda em apuração, foi um dos fatores que pesou na decisão.
- Roberta Luchsinger está impedida de deixar São Paulo por determinação judicial e não poderá acompanhar as filhas.
Delação premiada e proteção
A empresária confirmou que pretende firmar delação premiada e declarou que não poupará nem o presidente nem o filho dele, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Parlamentares da oposição já pediram a inclusão de Roberta Luchsinger no programa oficial de proteção a testemunhas.
Fonte: Revista Oeste / CNN Brasil / Metrópoles


