O deputado republicano Carlos Gimenez utilizou suas redes sociais na última sexta-feira (13) para criticar duramente os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, da Colômbia, Gustavo Petro, e do México, Claudia Sheinbaum. A reação ocorreu após os três países divulgarem uma nota conjunta pedindo um cessar-fogo imediato e uma solução diplomática para os conflitos no Oriente Médio.
Em publicação no X (antigo Twitter), Gimenez classificou os mandatários como “bandidos socialistas” e “defensores do regime” do Irã. O parlamentar afirmou que tem denunciado no Congresso dos Estados Unidos as ações dos líderes latino-americanos por, segundo ele, apoiarem o “maior exportador de terrorismo no mundo”.
“É preocupante ver como ‘aliados’ estão dando abrigo aos inimigos da América!”, escreveu o deputado ao compartilhar uma reportagem da agência Bloomberg sobre o posicionamento do trio.

O teor da nota conjunta
No documento oficial, Brasil, Colômbia e México defendem que as divergências entre Estados devem ser resolvidas pela via diplomática. Os governos manifestaram disposição para contribuir com iniciativas de paz que levem a uma solução política para a crise, sem mencionar nominalmente Irã, Estados Unidos ou Israel.
O posicionamento surge em um momento de alta tensão, após a escalada militar iniciada em 28 de fevereiro com ataques conduzidos por EUA e Israel contra alvos ligados ao regime iraniano.
Contexto geopolítico
A administração de Donald Trump sustenta que a ofensiva atual visa destruir a capacidade nuclear do Irã e neutralizar sistemas de mísseis que representam ameaças diretas aos interesses americanos e seus aliados regionais. A crítica de Gimenez reforça a polarização entre o bloco republicano nos EUA e as lideranças de esquerda e centro-esquerda na América Latina em relação à política externa.

