A Nasa, agência espacial americana, lançou com sucesso nesta quarta-feira (1), às 19h36 (horário de Brasília), a missão Artemis II. O evento marca a primeira vez em mais de meio século que uma tripulação humana viaja em direção à Lua. O foguete partiu do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, sob o olhar de uma multidão entusiasmada.
Cerca de 10 minutos após a decolagem, a espaçonave entrou em órbita conforme o planejado. Até o momento, os sistemas operam com total normalidade, sem falhas identificadas pela equipe de controle em terra.
Tripulação histórica e objetivos
Esta missão é um marco na exploração espacial não apenas pela tecnologia, mas pela representatividade. A tripulação de quatro astronautas inclui:
- Reid Wiseman (comandante);
- Victor Glover (piloto);
- Christina Koch (especialista de missão);
- Jeremy Hansen (especialista de missão canadense).
Pela primeira vez, uma mulher, um homem negro e um cidadão não americano participam de uma jornada lunar. O grupo realizará um voo de 10 dias ao redor do satélite para testar os sistemas de suporte à vida e as capacidades da nave Orion.

O passo decisivo para Marte
A Artemis II é considerada a missão mais ambiciosa dos Estados Unidos em décadas. O objetivo central é pavimentar o caminho para o retorno definitivo de humanos à superfície lunar, previsto para ocorrer até 2028. A estratégia da Nasa é estabelecer uma presença sustentável na Lua para, futuramente, lançar missões tripuladas rumo a Marte.
Quebra de recordes espaciais
A missão deve enviar a tripulação a cerca de 406.000 km de distância da Terra, superando o recorde atual de voo espacial tripulado mais distante, que pertence à missão Apollo 13 (1970). Desde a última missão Apollo, em 1972, seres humanos não saíam da órbita baixa do nosso planeta.
Com este lançamento bem-sucedido, os EUA reforçam sua liderança na corrida espacial contemporânea, buscando consolidar o pouso tripulado antes dos projetos anunciados pela China.

