A Prefeitura de Maringá, por meio do Instituto Ambiental de Maringá (IAM), recebeu 16 propostas de empresas interessadas em apresentar soluções tecnológicas para o ‘Programa Maringá Lixo Zero’.
O chamamento público buscou alternativas inovadoras para o tratamento de resíduos domiciliares e a redução do volume destinado ao aterro sanitário.
Participaram empresas que oferecem tecnologias consolidadas ou possuam maturidade tecnológica comprovada, compatíveis com a realidade da gestão municipal de resíduos e em conformidade com a legislação vigente.
As soluções apresentadas pelas empresas incluem tecnologias termoquímicas, como pirólise, gaseificação, plasma e fusão molecular; processos mecânico-biológicos, como tratamento mecânico-biológico, combustível derivado de resíduos e biodigestão; alternativas energéticas, como Waste-to-Energy (WtE), biogás e vapor; além de propostas digitais e comportamentais, como compostagem com incentivo fiscal.
Com o ‘Programa Maringá Lixo Zero’, o município busca adotar uma nova abordagem para a gestão dos resíduos sólidos urbanos.
Atualmente, Maringá encaminha cerca de 350 toneladas de resíduos por dia ao aterro sanitário, o que representa uma média de 0,81 quilo por habitante diariamente.
Para o prefeito Silvio Barros, as propostas apresentadas indicam um avanço na integração entre tratamento, recuperação e valorização dos resíduos.
“Muitas tecnologias combinam o processamento dos materiais com a geração de energia elétrica, vapor, biogás ou combustíveis derivados de resíduos. São soluções que fortalecem a economia circular, reduzem o volume destinado ao aterro e contribuem para uma Maringá mais sustentável e inovadora”, afirma.
O diretor-presidente do IAM, José Roberto Behrend, destaca que a iniciativa permite ao município avaliar as alternativas com segurança técnica, transparência e sem compromisso imediato de contratação.
“As propostas serão analisadas com base em critérios técnicos, ambientais, operacionais e econômicos. O objetivo é identificar soluções que possam contribuir para uma gestão mais moderna, eficiente e sustentável dos resíduos”, diz.



