O cenário político paranaense sofreu uma reviravolta decisiva nesta semana. Após ser comunicado oficialmente pelo governador Ratinho Junior (PSD) de que não seria o indicado do partido para a disputa ao Palácio Iguaçu — posto que ficou com o deputado federal Sandro Alex —, o ex-secretário Guto Silva agora é apontado como o nome ideal para compor a chapa majoritária, mirando uma das duas vagas ao Senado Federal.
A movimentação ocorre em um momento de “diáspora” dentro do PSD. Guto, que deixou a Secretaria de Cidades em abril com 14% de intenções de voto em pesquisas recentes, mantém um forte trânsito entre prefeitos e o setor produtivo, sendo visto como o “remédio” para evitar rachas na base aliada.
O novo desenho da chapa majoritária
Com a confirmação de Sandro Alex para o Governo, a articulação política do Palácio Iguaçu trabalha para acomodar as forças remanescentes:
- Senado 1: O deputado Alexandre Curi (Republicanos) segue como o nome mais consolidado e conta com o apoio irrestrito do governador.
- Senado 2: É aqui que o nome de Guto Silva ganha força. Sua capacidade de aglutinação é vista como essencial para neutralizar o avanço de nomes da oposição e de candidatos independentes, como Sérgio Moro, que lidera as sondagens.
Trajetória e ativos políticos
Guto Silva traz na bagagem a experiência de ter sido chefe da Casa Civil e deputado estadual por dois mandatos. Sua gestão na Secretaria de Cidades foi marcada pela descentralização de recursos, o que lhe garantiu capilaridade em praticamente todos os 399 municípios do Paraná.
Para analistas, a inclusão de Guto na chapa majoritária não é apenas um “prêmio de consolação”, mas uma estratégia de sobrevivência do grupo político de Ratinho Junior, que precisa manter a unidade para garantir a sucessão e a governabilidade no próximo ciclo.
Saiba Já News: inteligência em informação. Acompanhe os bastidores da política paranaense em tempo real.



