Quem visita a Expoingá 2026 tem a oportunidade de enxergar Maringá por ângulos surpreendentes e pouco conhecidos do dia a dia. No Parque de Exposições, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ipplam) e a Secretaria de Logística e Compras (Selog) apresentam maquetes detalhadas e experiências interativas para aproximar o público da gestão municipal. A visitação ocorre das 10h às 22h e segue até o domingo, 17 de maio.
No estande principal da Prefeitura, localizado no Espaço Unimed, o Ipplam disponibiliza uma maquete topográfica de Maringá, além de representações dos distritos de Floriano e Iguatemi. A estrutura permite observar como o relevo moldou a história local. Fica evidente, por exemplo, que a parte mais alta e plana do território foi escolhida para abrigar as primeiras quadras e ruas planejadas na década de 1940.
“A visualização do relevo da cidade demonstra como a topografia interfere no planejamento urbano”, explica a diretora-presidente do Ipplam, Tânia Verri.
Em comemoração aos 79 anos de Maringá, o instituto também exibe um vídeo explicativo que narra a história da fundação e do desenho urbanístico do município.
O olhar da primeira infância e a Rede Urban95
Outro destaque do Ipplam são dois periscópios que simulam a visão de uma criança na primeira infância. Maringá integra a rede Urban95 — uma iniciativa global da Fundação Van Leer com a ONU —, que propõe o planejamento urbano sob a perspectiva de bebês, crianças pequenas e seus cuidadores.
Tradicionalmente associados a submarinos, os dispositivos ganharam uma função educativa na feira. De acordo com Tânia Verri, a interação busca trazer a percepção do olhar da criança para entender se ela se sente segura, se consegue visualizar as sinalizações e como experimenta os diferentes ambientes da cidade.
Bastidores da gestão: sustentabilidade e dinâmica interna
Próximo dali, o estande da Selog revela o funcionamento dos bastidores da administração pública por meio de duas maquetes físicas produzidas com materiais reciclados. Elas reproduzem a sede da secretaria (onde operam as diretorias de Compras, Licitação, Logística e Patrimônio) e o Almoxarifado Central, responsável pelo armazenamento de alimentos e medicamentos do município.
O projeto foi idealizado e liderado pelo servidor Edson Gemes, que utilizou dados do Google Maps, fotografias e itens reaproveitados que já estavam estocados na secretaria para a construção dos modelos.
Para tornar a experiência mais dinâmica, a Selog preparou uma roleta interativa que testa o conhecimento dos visitantes sobre os serviços de logística da cidade. A moradora do bairro Sumaré, Vanessa Veronez, aprovou a iniciativa.
- “Às vezes, não temos muito entendimento sobre os serviços da Prefeitura. Aqui está bem explicado. A exposição das maquetes é uma forma bem visual de entender como funciona o atendimento”, destacou Vanessa.
O secretário de Logística e Compras, Luís Turchiari, reforça que a ação ajuda a comunidade a compreender o papel estratégico e técnico da pasta:
- “Fazemos parte de uma secretaria que não atende diretamente ao público, mas temos uma participação estratégica para que as ações das demais secretarias sejam implementadas. Somos nós que organizamos toda a parte de logística, fazemos pesquisa de preços e ajudamos a preparar a documentação necessária”, conclui.

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