O senador Carlos Viana (PSD-MG) intensificou a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que a Casa adote um posicionamento firme frente aos recentes desdobramentos do caso Banco Master e ao afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
A medida que afastou Andrei Rodrigues foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a revelação de relatórios de inteligência da própria PF voltados contra o magistrado. O caso aprofundou a crise institucional e gerou fortes reações no Congresso Nacional.
Diante do cenário, Viana criticou duramente a ausência de mobilização do Legislativo. “O cerco está se fechando, mas o Senado não pode continuar com esses corredores vazios, numa bolha, como se nada estivesse acontecendo em nosso país”, declarou o parlamentar. Ele ainda questionou: “O Senado está vivendo onde, numa bolha? O Senado está longe do que a população brasileira quer. Uma crise institucional dessa gravidade exige ação da Casa do diálogo e do entendimento”.
Cobrança por sessão extraordinária
O senador afirmou que protocolou medidas para cobrar a abertura imediata de uma sessão extraordinária. Segundo ele, os parlamentares têm a obrigação de estar presentes em Brasília para exigir respostas da presidência da Casa.
Além de cobrar Alcolumbre, Viana defendeu medidas mais drásticas, incluindo a prisão preventiva de Andrei Rodrigues, o afastamento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, do caso Vorcaro, e a saída de Alexandre de Moraes da relatoria de investigações, cuja cobrança foi direcionada ao presidente do STF, Edson Fachin.
Saiba Já News: inteligência em informação com abrangência nacional


