Alerta: Quase 6 mil motoristas devem pedágio Free Flow no PR e podem ir para dívida ativa

Enquanto a cobrança avança, uma frente parlamentar com 24 deputados estaduais entrou com uma ação popular na Justiça Federal contra a ANTT e as concessionárias.

Repórter Jota Silva
Repórter Jota Silva - Jornalista | Registro Profissional Nº 0012600/PR
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Pórtico free flow — Foto: divulgação/Concessionária Novo Litoral

O novo sistema de pedágio sem cancelas, o Free Flow, completou seu primeiro mês de operação no Paraná com um saldo preocupante: quase 6 mil motoristas estão inadimplentes. A falta de costume com a tecnologia e o esquecimento do prazo de pagamento podem levar esses débitos para a dívida ativa.

Entenda como o sistema funciona, os riscos da inadimplência e a batalha judicial que envolve o modelo no estado.

O que está acontecendo?

Nas regiões Oeste e Sudoeste do Paraná (especialmente nos trechos de Cascavel e Foz do Iguaçu), cerca de 13% dos veículos que passaram pelos pórticos da concessionária EPR Iguaçu não realizaram o pagamento no prazo.

  • Inadimplência recorde: Quase 6 mil veículos com débitos pendentes.
  • Placas estrangeiras: Mais de 300 veículos de fora do país também entraram na lista.
  • O problema: Como não há cabines físicas ou funcionários, muitos motoristas passam pelos sensores sem perceber a cobrança ou ignoram o prazo de quitação.

Prazos e Consequências

Diferente do pedágio convencional, onde o pagamento é imediato, no Free Flow o usuário tem até 30 dias após a passagem para quitar a tarifa.

⚠️ Atenção: Se o pagamento não for feito dentro desse período, o motorista comete uma infração de trânsito (evasão de pedágio), está sujeito a multas e o valor do débito pode ser inscrito em dívida ativa, dificultando a regularização do veículo e gerando juros.

Como consultar e pagar?

Se você passou pelas rodovias das regiões mencionadas e não possui TAG (que debita o valor automaticamente), deve verificar sua situação:

  1. Site oficial: Acesse o portal da EPR Iguaçu.
  2. Bases de atendimento: Unidades fixas da concessionária ao longo da rodovia.
  3. Praças tradicionais: O débito pode ser quitado em cabines de pedágio comuns da mesma concessionária.
  4. Unidades móveis: Equipes itinerantes que percorrem as cidades da região.

Justiça: Deputados tentam suspender o sistema

Enquanto a cobrança avança, uma frente parlamentar com 24 deputados estaduais entrou com uma ação popular na Justiça Federal contra a ANTT e as concessionárias.

Os principais pontos da contestação:

  • Tarifa Cheia vs. Proporcionalidade: A Lei Federal nº 14.157/2021 prevê que o Free Flow deveria cobrar pelo quilômetro rodado, mas as concessionárias estão aplicando a tarifa integral do trecho.
  • Ilegalidade Contratual: Parlamentares como Luiz Claudio Romanelli (PSD) afirmam que a instalação de pórticos via aditivos contratuais é ilegal e não estava prevista no edital original de licitação.
  • Risco Econômico: O alto índice de inadimplência pode desequilibrar o contrato, servindo de pretexto para futuros aumentos de tarifa.

A ação pede a suspensão imediata das cobranças e da instalação de novos pórticos no Lote 4 (Noroeste) e a revisão dos aditivos no Sudoeste até que o modelo respeite a lei de proporcionalidade.

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Quem é o Repórter Jota Silva — Sou o Jota Silva (Carlos José da Silva), jornalista, programador e fundador do portal Saiba Já News. Com uma longa trajetória na comunicação do Paraná, uno o jornalismo independente aos bastidores da economia, tecnologia e utilidade pública. Sou especialista em mídia digital e edição, traduzindo fatos complexos com agilidade e foco no que mais importa para o leitor. Se você valoriza o jornalismo independente e quer colaborar com o meu trabalho, minha chave PIX é: jsilvamga@gmail.com