Em uma reviravolta no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro André Mendonça foi designado como o novo relator das investigações envolvendo a crise do Banco Master. A mudança ocorreu na noite desta quinta-feira (12/2), após uma reunião de emergência entre os membros da Corte que selou a saída do ministro Dias Toffoli do caso.
Crise de sustentabilidade no tribunal
A permanência de Toffoli na relatoria tornou-se delicada após relatórios da Polícia Federal revelarem menções ao seu nome em dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, dono do banco. O entendimento interno no STF é que a manutenção do magistrado à frente do processo poderia “contaminar” a credibilidade de todo o Judiciário.
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Os principais pontos da movimentação incluem:
- Relatório sigiloso: O presidente do STF, Edson Fachin, apresentou aos pares o documento entregue pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, contendo as citações a Toffoli.
- Posicionamento oficial: Apesar da saída da relatoria, o STF publicou nota de apoio ao ministro, negando a existência de impedimento legal ou suspeição técnica, baseando-se no Código de Processo Penal e no Regimento Interno da Corte.
- Decisão institucional: A troca de relatoria é vista como um movimento estratégico para preservar a instituição, enquanto o conteúdo das investigações segue sob sigilo.
O papel de André Mendonça
Com a redistribuição, cabe agora a Mendonça conduzir os próximos passos das investigações que apuram as movimentações e a crise financeira da instituição bancária. O cenário coloca o ministro em uma posição de destaque no julgamento de um dos casos mais sensíveis do semestre para o setor financeiro e político.


