Especialistas veem tentativa de troca de regime no Irã para conter a China e projetar Israel

A estratégia busca a troca de regime em Teerã para frear a expansão econômica chinesa e consolidar a hegemonia israelense no Oriente Médio.

Repórter Jota Silva
Repórter Jota Silva - Jornalista | Registro Profissional Nº 0012600/PR
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Derrubar Irã busca deter China e projetar Israel, dizem analistas

A segunda ofensiva militar de Estados Unidos e Israel contra o Irã em apenas oito meses esconde objetivos que vão além do discurso oficial de “ataque preventivo”. Segundo analistas consultados pela Agência Brasil, a estratégia busca a troca de regime em Teerã para frear a expansão econômica chinesa e consolidar a hegemonia israelense no Oriente Médio.

Diplomacia interrompida por bombas

Um dos pontos mais críticos revelados pelos especialistas é o momento do ataque. O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr bin Hamad Albusaidi, afirmou que um acordo nuclear estava próximo:

  • O Irã aceitara não manter estoques de urânio enriquecido.
  • Haveria verificação completa e “acumulação zero”.
  • Mesmo assim, Washington e Tel Aviv optaram pela via militar.

Para a professora Rashmi Singh (PUC Minas), a escolha do momento reflete a percepção de que o Irã está vulnerável, sendo a oportunidade vista pelos EUA para instalar um “governo fantoche”.

O fator China e a rota da seda

O professor Robson Valdez (IDP) e o cientista político Ali Ramos destacam que o Irã é o “coração” do projeto geoeconômico chinês. A queda do governo atual beneficiaria o Ocidente em três frentes:

  1. Petróleo: Afetaria o fornecimento direto para a China.
  2. Infraestrutura: Sabotaria projetos chineses na Ásia Central.
  3. Segurança Interna: Facilitaria o armamento de grupos separatistas (uigures) que atuam contra Pequim.

“A guerra contra o Irã deve ser analisada no contexto da guerra comercial entre Washington e Pequim pela supremacia econômica global”, afirma o historiador Rodolfo Queiroz Laterza.

Hegemonia regional de Israel

Para Mohammed Nadir (UFABC), a motivação central é garantir que Israel seja a única potência incontestável na região. Ele traça um paralelo com a invasão do Iraque em 2003: o pretexto das “armas de destruição em massa” (agora o programa nuclear) serve para redesenhar o mapa geopolítico.

Contradições do cenário atual:

  • Irã: Membro do Tratado de Não Proliferação (TNP), aceita inspeções da AIEA.
  • Israel: Detém armamento nuclear (segundo acusações internacionais), mas nunca permitiu inspeções.
  • Política de Trump: O uso do conceito de “imperialismo” para subordinar países periféricos aos interesses centrais dos EUA.

Entenda o conflito

As hostilidades ganharam força em 2025, no início do segundo mandato de Donald Trump. O governo americano exige não apenas o fim do programa nuclear, mas o desmantelamento dos mísseis balísticos e a interrupção do apoio ao Hamas e Hezbollah.

Leia na íntegra na Agência Brasil: http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-03/derrubar-ira-busca-deter-china-e-projetar-israel-dizem-analistas

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Quem é o Repórter Jota Silva — Sou o Jota Silva (Carlos José da Silva), jornalista, programador e fundador do portal Saiba Já News. Com uma longa trajetória na comunicação do Paraná, uno o jornalismo independente aos bastidores da economia, tecnologia e utilidade pública. Sou especialista em mídia digital e edição, traduzindo fatos complexos com agilidade e foco no que mais importa para o leitor. Se você valoriza o jornalismo independente e quer colaborar com o meu trabalho, minha chave PIX é: [email protected]