A Prefeitura de Maringá, sob a gestão Silvio Barros, apresentou nesta quarta-feira (4) dados que consolidam uma queda drástica na incidência de dengue na cidade. O primeiro Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (Lira) de 2026 aponta uma redução superior a 80% nos casos confirmados em relação aos anos anteriores. Contudo, o relatório acende um alerta para o comportamento do mosquito: 8 de cada 10 focos ainda estão escondidos dentro das casas dos maringaenses.
Resultados de impacto e eficiência
Os números apresentados pela Secretaria de Saúde mostram que a estratégia de combate ao vetor tem sido eficaz. O comparativo anual revela uma trajetória de queda consistente:
- 2024: 22.500 casos.
- 2025: 4.420 casos.
- Janeiro de 2026: Apenas 8 casos confirmados e zero óbito.
O índice médio de infestação atual é de 1,8%. Embora classificado como risco médio pelo Ministério da Saúde, o secretário Antônio Carlos Nardi reforça que o trabalho clínico e o diagnóstico rápido têm sido os diferenciais desta gestão para evitar mortes e complicações.
Tecnologia Fiocruz: aposta de R$ 3 milhões
Um dos pilares do plano de Silvio Barros para erradicar focos em áreas de difícil acesso é a implementação das Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL). Com um investimento de R$ 3 milhões, a prefeitura inicia na próxima segunda-feira (9) a instalação de 3,5 mil dessas armadilhas, começando pelos Cmeis.
Como funciona a EDL:
- A fêmea do mosquito é atraída pelo recipiente com água.
- Ao pousar, ela se impregna com um larvicida em pó (tecnologia Fiocruz).
- Ao visitar outros criadouros para botar ovos, ela “carrega” o veneno consigo, eliminando as larvas em locais que o agente de endemias muitas vezes não consegue ver.
O mapa do risco em Maringá
Apesar do sucesso geral, o Lira identificou 12 bairros que ainda apresentam índices críticos de infestação e receberão ações intensificadas de limpeza e fiscalização:
- Zonas de Alerta: Quebec, Alvorada I, Morangueira, Pinheiros, Piatã e Paulino.
- Zonas de Atenção: Tuiuti, Guaiapó, Parigot de Souza, Céu Azul, São Silvestre e Paraíso.
O inimigo está no detalhe
O levantamento da prefeitura mostra que o maior problema não são os grandes terrenos baldios, mas sim objetos domésticos:
- 50,6% dos focos: Pratinhos de plantas e reservatórios de geladeiras.
- 24,1% dos focos: Lixo descartado incorretamente (tampas de garrafa e copos).
“A participação da população é determinante. Se hoje as pessoas eliminarem os criadouros, a situação melhora em três dias”, enfatizou o secretário Nardi.


