Esta segunda-feira, 8, foi de ‘Silêncio Jurássico’, cuidado e inclusão no Parque do Ingá. É que o espaço abriu os portões em um dia em que o parque normalmente permanece fechado, às segundas-feiras, especialmente para receber pessoas neurodivergentes em uma experiência adaptada, com menos estímulos sonoros e um ambiente mais acolhedor. A proposta permitiu que famílias vivenciassem a exposição com mais tranquilidade, conforto e segurança, reduzindo possíveis sobrecargas sensoriais.
A ação da Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria da Pessoa com Deficiência (Seped) e do Instituto Ambiental de Maringá (IAM), foi planejada para proporcionar uma experiência mais acolhedora a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outros perfis neurodivergentes. Com circulação reduzida de visitantes e menos estímulos sensoriais, a iniciativa permitiu que o público explorasse a exposição dos dinossauros no próprio ritmo.
Entre as trilhas do parque e as mais de 40 réplicas de dinossauros e animais pré-históricos espalhadas pelo espaço, o que se viu foi uma forma diferente de vivenciar a atração: com mais calma, observação e liberdade para aproveitar cada detalhe. Para Caroline Barbosa, mãe de Ravi, a experiência trouxe conforto e leveza, especialmente por permitir a vivência do parque sem a preocupação com aglomeração. “Conseguimos realmente curtir, sem aquela sobrecarga que normalmente ocorre. Fico muito feliz em participar desses encontros públicos e adaptados. A sobrecarga sensorial muitas vezes limita a participação em atividades culturais e de lazer”, disse.
Para a mãe de Gui, Luma Sara dos Santos, a ação representou inclusão na prática. “Foi muito especial poder viver esse momento com ele de um jeito tranquilo, sem preocupação, só aproveitando. Isso faz muita diferença para a nossa realidade”, declarou.
O prefeito Silvio Barros explicou que ações como o ‘Silêncio Jurássico’ reforçam o compromisso do município em se tornar uma cidade mais inclusiva. “Estamos falando de uma cidade que acolhe, que entende as diferenças e que trabalha para garantir que todos possam viver os espaços públicos com dignidade e pertencimento. Quando adaptamos um espaço como o Parque do Ingá para uma experiência mais confortável sensorialmente, não se trata de um ato isolado, mas de uma diretriz que está presente nas políticas públicas de inclusão do município”, afirmou.
O secretário da Pessoa com Deficiência, Marcos Aurélio da Silva, ressaltou que a iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à ampliação da acessibilidade e da participação social de pessoas com deficiência e neurodivergentes em espaços culturais e de lazer. “O nosso trabalho é justamente eliminar barreiras que ainda afastam muitas pessoas desses ambientes. Quando reduzimos estímulos e organizamos experiências mais acolhedoras, estamos garantindo não só acesso, mas também autonomia e pertencimento”, comentou.
O diretor-presidente do Instituto Ambiental de Maringá (IAM), José Roberto Behrend, pontuou a união entre diferentes secretarias na realização da ação. “Esse tipo de iniciativa mostra o quanto o trabalho integrado faz diferença na cidade. Quando criamos um espaço de convivência mais amplo e acessível, olhamos para o cidadão de forma completa, com respeito e inclusão”, afirmou.



