Enxergar o mundo com nitidez pode mudar a maneira como uma criança descobre as cores, acompanha uma história, reconhece o rosto de um amigo ou aprende uma palavra nova. O programa Olhando para o Futuro, desenvolvido pela Prefeitura de Maringá, por meio das secretarias de Educação (Seduc) e de Saúde, permite a identificação e correção de problemas visuais nos alunos da rede municipal de ensino. Na quinta-feira, 8, e na sexta-feira, 9, cerca de 200 estudantes receberam óculos em mais uma etapa do programa.
Foram 86 alunos da Escola Municipal Doutor João Batista Sanches, e outros 110 da Escola Municipal Padre Pedro Ryô Tanaka. Para as crianças, a entrega dos óculos é também um momento de escolha, descoberta e alegria. Aos 5 anos, Manuela definiu a preferência: os óculos cor-de-rosa. “Eu escolhi o rosa porque eu amo esta cor! Gostei muito dos meus óculos e estou animada para usar.”
Aos 6 anos, João Lucas se surpreendeu ao descobrir que não precisaria sair da escola para ir ao médico. “Não sabia que o médico estaria aqui”. Para a mãe, Maria Salomão, o atendimento também trouxe alívio, já que ela e o marido usam óculos e tinham dúvidas se o filho também precisaria. “Eu já tinha essa preocupação. Quando soube que as crianças fariam os exames na escola, fiquei aliviada. E saber que o atendimento envolve outras avaliações mostra o cuidado com a saúde da criança.”
A secretária de Educação, Adriana Palmieri, explicou que os exames oftalmológicos já foram realizados nas 53 escolas participantes do programa. “Nas unidades onde os óculos já foram entregues, os pais ou responsáveis que ainda não fizeram a retirada podem procurar a própria escola para buscar os óculos. É fundamental que os estudantes já comecem a usar as lentes para correção da dificuldade.”
O secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, reforçou que o programa inclui, além dos exames oftalmológicos e da entrega dos óculos, a avaliação de outras necessidades de saúde. “O programa vai além dos exames de visão. Durante os atendimentos, também avaliamos outras necessidades de saúde das crianças, para que elas recebam as orientações e os encaminhamentos necessários.”






