Mounjaro: uso indiscriminado de canetas emagrecedoras acende alerta para riscos à saúde

Originalmente desenvolvidos para o controle do diabetes tipo 2, esses fármacos atuam no retardamento do esvaziamento gástrico e na sinalização de saciedade ao cérebro.

Repórter Jota Silva
Repórter Jota Silva - Jornalista | Registro Profissional Nº 0012600/PR
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Canetas emagrecedoras exigem cautela Foto: Geraldo Bubniak/AEN

O avanço das chamadas “canetas emagrecedoras“, exemplo: Mounjaro (tirzepatida) transformou o tratamento da obesidade, mas o crescimento explosivo dessa tendência traz um aviso crucial: o medicamento não é uma solução mágica. Originalmente desenvolvidos para o controle do diabetes tipo 2, esses fármacos atuam no retardamento do esvaziamento gástrico e na sinalização de saciedade ao cérebro. Contudo, a banalização do uso para fins puramente estéticos preocupa especialistas.

“Esses medicamentos são eficazes se utilizados sob supervisão e para a finalidade específica. Usar sem critérios pode gerar complicações graves”, alerta o secretário de Estado da Saúde do Paraná, Beto Preto.

O “efeito colateral” do emagrecimento

Embora popularizadas pela perda de peso, essas substâncias foram criadas para pacientes diabéticos ou pré-diabéticos. O emagrecimento, nesses casos, surge como um efeito secundário da sensação prolongada de saciedade.

De acordo com o diretor-geral da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), César Neves, não se trata de um inibidor de apetite comum. “A pessoa consome algo no café da manhã e ainda se sente satisfeita no almoço”, explica. Ele reforça que o uso por pessoas sem indicação clínica pode causar:

  • Hipoglicemia: Queda brusca do açúcar no sangue, gerando tonturas, tremores e confusão mental.
  • Pancreatite: Inflamação grave do pâncreas, órgão vital para a digestão.

Atendimento gratuito e suporte pelo SUS

Vale destacar que essas canetas não são distribuídas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, o tratamento para a obesidade é garantido de forma gratuita. No Paraná, por exemplo, a porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde (UBS). Após a avaliação inicial, o paciente é encaminhado ao endocrinologista, que definirá o perfil metabólico e o tratamento adequado, com o devido acompanhamento médico.

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O desafio do descarte correto

Além da saúde do usuário, a popularização dos injetáveis traz um desafio ambiental e de segurança pública: o descarte das agulhas e dispositivos. Diferente de blisters de comprimidos, as canetas contêm componentes eletrônicos, plásticos e resíduos biológicos perfurocortantes.

Como descartar corretamente:

  1. Armazenamento: Utilize recipientes de plástico rígido com tampa rosqueada (como embalagens de amaciante).
  2. Capacidade: Quando atingir 2/3 do volume, feche bem a tampa.
  3. Identificação: Escreva “resíduo perfurocortante” no recipiente.
  4. Entrega: Leve o frasco até uma UBS, que funciona como ponto de entrega voluntária.

O descarte no lixo comum ou reciclável é um erro grave, que coloca em risco a vida de coletores e contamina o solo e a água.

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Quem é o Repórter Jota Silva — Sou o Jota Silva (Carlos José da Silva), jornalista, programador e fundador do portal Saiba Já News. Com uma longa trajetória na comunicação do Paraná, uno o jornalismo independente aos bastidores da economia, tecnologia e utilidade pública. Sou especialista em mídia digital e edição, traduzindo fatos complexos com agilidade e foco no que mais importa para o leitor. Se você valoriza o jornalismo independente e quer colaborar com o meu trabalho, minha chave PIX é: [email protected]