DUBAI, Emirados Árabes Unidos — Os militares dos EUA iniciaram uma operação de resgate nesta sexta-feira, após relatos da mídia estatal iraniana sobre a queda de um caça americano no sudoeste do Irã. Segundo as informações, pelo menos um tripulante conseguiu se ejetar da aeronave.
Israel está colaborando com os Estados Unidos na busca, conforme relatado por um oficial militar israelense sob anonimato. Imagens em redes sociais mostram uma intensa movimentação de drones e helicópteros americanos sobre a região montanhosa onde o piloto teria saltado de paraquedas.
Este evento marca a primeira perda de uma aeronave dos EUA em solo iraniano, representando uma escalada significativa no conflito que já dura cinco semanas. A Casa Branca confirmou que o presidente Donald Trump foi informado, mas o Pentágono ainda não detalhou se o jato foi abatido ou sofreu uma falha técnica.
Apelos por captura e recompensas
Emissoras afiliadas à TV estatal iraniana, especialmente na província rural de Kohkilouyeh e Boyer-Ahmad, estão instando os moradores a entregarem qualquer “piloto inimigo” às autoridades, prometendo recompensas. Mensagens exibidas na tela chegaram a sugerir violência contra os militares localizados.
Embora o Irã tenha um histórico de alegações falsas sobre aeronaves abatidas, esta é a primeira vez que o governo utiliza a televisão para convocar o público em uma busca ativa por um piloto.

Alvos estratégicos e crise regional
A tensão aumentou após ataques iranianos atingirem a refinaria de Mina al-Ahmadi e uma usina de dessalinização no Kuwait, gerando incêndios e preocupação com o abastecimento de água potável no Golfo. Relatos de mísseis e drones também vieram do Bahrein, Arábia Saudita e Israel.
Em resposta, ataques aéreos foram reportados nos arredores de Teerã e Isfahan. No Líbano, a invasão terrestre israelense continua, com registros de mortes em ataques de drones perto de Beirute.
Impacto econômico e o Estreito de Ormuz
O controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz continua sendo o maior entrave estratégico da guerra. O Conselho de Segurança da ONU deve se reunir neste sábado para discutir a livre circulação na via.
O presidente Trump manifestou-se nas redes sociais, sugerindo que os EUA poderiam abrir o estreito à força para garantir o fluxo de petróleo. Atualmente, o barril de petróleo Brent opera na casa dos US$ 109, uma alta de 50% desde o início das hostilidades em 28 de fevereiro.
Possível via diplomática
Em meio ao caos, o ex-ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, sugeriu em um artigo na Foreign Affairs que o Irã poderia limitar seu programa nuclear e reabrir o Estreito de Ormuz em troca do fim das sanções econômicas. Embora Zarif não ocupe cargo oficial, analistas acreditam que a proposta pode refletir o interesse de alas pragmáticas do governo iraniano em encerrar o impasse.
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