O presidente dos EUA, Donald Trump, cumpre agenda em Pequim para reuniões estratégicas com o líder chinês Xi Jinping. O cenário é de cautela, com baixas expectativas de avanços significativos em temas sensíveis como tecnologia, comércio e a situação de Taiwan.
O impasse sobre Taiwan
Durante o encontro, Xi Jinping reforçou que divergências sobre Taiwan podem levar a confrontos diretos entre as duas potências. Embora Trump tenha autorizado um pacote de armas de US$ 11 bilhões para a ilha em dezembro, a entrega ainda não foi efetivada.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou à NBC News que a postura americana permanece inalterada:
“A política dos EUA sobre a questão de Taiwan permanece inalterada até hoje. O assunto foi levantado, como sempre fazem, mas deixamos nossa posição clara e seguimos para outros tópicos.”
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, indicou que um pronunciamento oficial de Trump sobre o tema deve ocorrer entre hoje e amanhã.
Comércio e o conflito com o Irã
No campo econômico, Trump busca evitar uma nova guerra comercial, propondo a criação de um conselho para resolver disputas e incentivando a China a aumentar a compra de aviões e produtos agrícolas americanos.
Sobre o conflito no Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz, Rubio esclareceu que, embora o tema tenha sido abordado, os EUA não solicitaram auxílio direto de Pequim. Houve, contudo, uma convergência diplomática: ambos os países concordam que o Irã não deve possuir armas nucleares e se opõem à militarização ou à cobrança de “pedágios” no Estreito de Ormuz.
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