Programa ‘Olhando para o Futuro’ entregou mais 58 óculos para crianças da rede municipal de ensino nesta terça, 7; nova ação nesta quarta, 8, marcará mil óculos distribuídos

Iniciativa da Prefeitura de Maringá já realizou mais de 9,6 mil avaliações oftalmológicas, ampliando o acesso ao diagnóstico precoce e à correção visual de alunos

Repórter Jota Silva
Repórter Jota Silva - Jornalista | Registro Profissional Nº 0012600/PR
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A rotina de muitas crianças começa a mudar quando o quadro da sala de aula deixa de ser um borrão. Nesta terça-feira, 7, a Prefeitura de Maringá entregou 58 óculos para estudantes da Escola Municipal Gabriela Mistral por meio do programa ‘Olhando para o Futuro’, iniciativa desenvolvida pelas secretarias de Educação e Saúde. Nesta quarta-feira, 8, será a vez dos estudantes da Escola Municipal Angela Virgínia Borin receberem os óculos, às 14h, em cerimônia que contará com a presença de autoridades para celebrar a marca de mil entregas já realizadas pelo programa.

Desde o lançamento, em abril, o programa já realizou mais de 9,6 mil avaliações oftalmológicas e chegou a 38 escolas da rede municipal. Todas as 53 escolas da rede serão contempladas.

Além das consultas oftalmológicas, o programa assegura gratuitamente a escolha da armação em óticas credenciadas, a confecção e a entrega dos óculos, sem qualquer custo para as famílias. Para facilitar ainda mais o acesso, os responsáveis que encontram dificuldades para comparecer presencialmente às óticas podem realizar a escolha da armação remotamente, evitando que a criança deixe de receber o atendimento por falta de tempo ou de deslocamento.

O secretário de Saúde, Antonio Carlos Nardi, lembrou que as consultas realizadas pelo programa vão além da prescrição dos óculos. Durante os exames, os especialistas conseguem identificar outros tipos de alterações oculares que exigem acompanhamento específico. Desde o início da iniciativa, mais de 900 crianças já foram encaminhadas para atendimento especializado. “A entrega dos óculos é uma parte do trabalho. O programa também permite identificar doenças e alterações visuais precocemente, possibilitando que as crianças recebam tratamento antes que os problemas avancem. Estamos falando de responsabilidade com a saúde ocular infantil e de um cuidado que pode acompanhar essas crianças por toda a vida.”

Pai da Clara, de 6 anos, Evandro Ribeiro contou que ele e a esposa usam óculos diariamente, mas acreditavam que a filha ainda levaria alguns anos para precisar da correção visual. O diagnóstico trouxe uma surpresa para a família, que decidiu providenciar rapidamente a confecção das lentes. “Nós imaginávamos que, se um dia ela precisasse usar óculos, seria mais tarde. Quando recebemos o resultado, fomos atrás da armação na mesma semana porque entendemos que quanto antes ela começasse a usar, melhor seria para o desenvolvimento dela.”

A experiência de Maria Francieli Barragan demonstra como o programa é de fácil acesso às famílias. Com a rotina de trabalho, ela não conseguiu ir até a ótica credenciada para escolher a armação, mas encontrou uma alternativa no atendimento remoto. ‘Recebi a receita, mas não estava conseguindo encontrar um horário para ir até a ótica. Quando soube que poderia escolher a armação remotamente, ficou muito mais fácil. Consegui resolver tudo sem precisar me deslocar e garantir que meu filho recebesse os óculos escolhidos”, contou.

Durante a entrega dos óculos, a secretária de Educação, Adriana Palmieri, reforçou que o envolvimento das famílias é indispensável para que o programa alcance o resultado esperado. Apesar do aumento da adesão em todo o município, algumas famílias ainda não procuraram a ótica para confeccionar os óculos. “Ainda precisamos conscientizar alguns pais sobre a importância e seriedade desse cuidado com o seus filhos. É um programa gratuito, sério e pensado para garantir qualidade de vida e aprendizagem às crianças. Quando a família assume essa responsabilidade, ela também está cuidando da saúde e do futuro do filho”, afirmou.

Na Escola Municipal Gabriela Mistral, os reflexos da iniciativa já são percebidos pelos profissionais que acompanham os estudantes diariamente. A diretora Regiany da Silva explicou que as mudanças aparecem tanto no aprendizado quanto no comportamento das crianças. “Os professores relatam mudanças significativas. Algumas crianças que antes eram vistas como hiperativas, inquietas ou com dificuldade para acompanhar a aula melhoraram bastante o comportamento depois que passaram a enxergar corretamente. Muitas vezes o problema não era falta de atenção, mas uma dificuldade visual que ninguém havia identificado”, disse.

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Quem é o Repórter Jota Silva — Sou o Jota Silva (Carlos José da Silva), jornalista, programador e fundador do portal Saiba Já News. Com uma longa trajetória na comunicação do Paraná, uno o jornalismo independente aos bastidores da economia, tecnologia e utilidade pública. Sou especialista em mídia digital e edição, traduzindo fatos complexos com agilidade e foco no que mais importa para o leitor. Se você valoriza o jornalismo independente e quer colaborar com o meu trabalho, minha chave PIX é: jsilvamga@gmail.com
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