Para fortalecer a rede de proteção animal e criar políticas públicas de apoio a protetores independentes, a Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Proteção e Bem-Estar Animal (Sebea), lançou nesta segunda-feira, 6, chamamento público para cadastrar e mapear esses voluntários no município. O cadastro é feito por meio de formulário online e ficará disponível até 4 de agosto. Sem caráter fiscalizatório, o objetivo é conhecer a realidade da proteção animal em Maringá e subsidiar a criação de medidas, campanhas e ações de apoio aos protetores independentes de cães de gatos (acesse o formulário online).
O levantamento será essencial para orientar o planejamento da Sebea. Para a secretária de Proteção e Bem-Estar Animal, Daniela Tozetto, o primeiro passo para fortalecer a rede de proteção é reunir dados confiáveis. “Hoje, o município não sabe exatamente quantos protetores independentes atuam em Maringá nem quantos animais estão sob a responsabilidade deles. O cadastro é necessário para planejarmos políticas públicas eficientes. Ele vai nos ajudar a entender esse cenário e a pensar em ações como vacinação, castração, apoio com ração e atendimento veterinário”, explica.
Em uma segunda etapa, a partir de agosto, a Sebea iniciará visitas aos protetores cadastrados, com apoio de alunos do projeto de extensão da UniCesumar. Nessa fase, as equipes farão um diagnóstico mais aprofundado, com detalhamento da quantidade de animais acolhidos, do perfil do trabalho desenvolvido e das principais dificuldades enfrentadas pelos protetores.
“A intenção é construir políticas públicas com base em dados e evidências. Queremos compreender a realidade dos protetores independentes, reconhecer a importância desse trabalho e ampliar o suporte a quem atua diretamente no cuidado de animais em situação de abandono, maus-tratos e vulnerabilidade”, esclarece Daniela.
Dados – O formulário questiona informações sobre identificação do protetor, endereço, tempo de atuação, participação em ONGs ou coletivos, redes sociais vinculadas à causa animal e dados sobre os animais acolhidos. Também serão levantadas informações sobre vacinação, castração, necessidade de atendimento veterinário, disponibilidade de lar temporário, capacidade de acolhimento e principais dificuldades enfrentadas.


