Maringá recebeu nesta semana a primeira reunião da Câmara Especializada de Agrimensura do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) realizada fora da capital, Curitiba/PR. Promovido pela Prefeitura de Maringá, por meio do Instituto Ambiental de Maringá (IAM), o encontro ocorreu no Centro de Eventos e Educação Ambiental (CEEA), no Parque do Ingá. A programação reuniu conselheiros para discutir atribuições profissionais, fiscalização, georreferenciamento, registros, formação e exercício técnico.
“A reunião em Maringá representa um avanço na descentralização e aproxima os debates de instituições de ensino, entidades de classe e profissionais do interior do Estado. A escolha do local também consolida o Parque do Ingá como espaço de formação, produção de conhecimento e integração entre desenvolvimento profissional, sustentabilidade e proteção ambiental”, avaliou o diretor-presidente do IAM, José Roberto Behrend.
A reunião foi coordenada pelo engenheiro cartógrafo da Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Engenharia de Agrimensura (CCEEAGRI), Pedro Luis Faggion, com apoio do coordenador-adjunto Ricardo Massulo Albertin. Durante o encontro, os conselheiros analisaram processos, protocolos e temas ligados ao exercício profissional. Entre os assuntos, foram abordados o ingresso e a baixa de responsáveis técnicos na categoria, o cadastramento de cursos, o georreferenciamento de imóveis rurais, a fiscalização e a atuação em barragens.
Inteligência Artificial – Durante o encontro também foi apresentado o projeto ‘Fábrica de Prompts – Procedimentos Inteligentes’, que propõe o uso da inteligência artificial como ferramenta de apoio às atividades profissionais sem substituir a responsabilidade técnica. A iniciativa prevê a criação de procedimentos padronizados, checklists, bases de conhecimento e ferramentas digitais.
O projeto foi apresentado pela presidente da Associação Profissional dos Geógrafos do Estado do Paraná (Aprogeo-PR), Eloine Micarelli, em conjunto com a Associação dos Geógrafos de Maringá (AGM).
O diretor-presidente do IAM, José Roberto Behrend, ressaltou que a proposta visa transformar o conhecimento técnico dos profissionais da Geografia em procedimentos organizados. “A inteligência artificial não substitui o profissional habilitado nem transfere a responsabilidade técnica. Ela funciona como ferramenta de apoio para ampliar a capacidade de análise, reduzir falhas, preservar a memória institucional e melhorar a qualidade dos serviços prestados à sociedade.”
A metodologia prevê o mapeamento das atividades e a organização dos fluxos de trabalho. Depois, esses processos serão convertidos em ferramentas de inteligência artificial, testados em situações reais e compartilhados por meio de cursos, oficinas, manuais e repositórios de boas práticas. “O encontro reforça Maringá como espaço de discussão sobre geotecnologias, gestão territorial, meio ambiente e transformação digital, reunindo o exercício profissional regulamentado, a inovação tecnológica e a sustentabilidade em uma mesma agenda institucional”, disse Behrend.


