Imagens aéreas captadas por drone e recebidas pelo Portal Saiba Já News chamaram a atenção para um contraste na corrida eleitoral das Eleições 2026. Em Paiçandu, havia expectativa de mobilização para acompanhar a passagem do senador e candidato Sergio Moro (PL), mas os registros visuais mostram um grupo bastante reduzido de apoiadores nas ruas.
Pela análise visual do material encaminhado à redação, o público presente aparenta não alcançar 50 pessoas, sendo em sua maioria cabos eleitorais posicionados com bandeiras e materiais de campanha, o que confere à cena um aspecto de mobilização protocolar e restrita.
Vídeo: Sergio Moro caminha sem público em Paiçandu
Sergio Moro foge de pergunta de repórter
Além da baixa adesão popular, a passagem do candidato pela cidade foi marcada por tensão na relação com a imprensa. O candidato Sergio Moro se esquivou da pergunta do repórter Alécio Martins e driblou o questionamento sobre a pauta da construção de um novo hospital em Paiçandu, conforme registrado em publicação na plataforma X.
ELEIÇÕES 2026, candidato Sergio Moro se esquiva da pergunta do repórter Alécio Martins e dribla questionamento sobre construção de novo hospital em Paiçandu. @SF_Moro pic.twitter.com/7Pez7QbiDV
— Carlos Jota Silva/Saiba Já News (@jsilvadestaques) September 5, 2026
Onde está o eleitorado do candidato Sergio Moro?
A cena diverge quando colocada lado a lado com os números divulgados recentemente pelos institutos de opinião. Levantamento do Paraná Pesquisas, publicado nesta semana, coloca Moro com 45% das intenções de voto no cenário estimulado. Outro estudo, realizado pelo Grupo RIC/IRG, aponta o candidato com 38,8%. Em ambos os cenários, o ex-juiz aparece na liderança isolada da disputa pelo Palácio Iguaçu.
O contraste inevitável levanta uma pergunta incômoda nos bastidores da política regional: onde está, no cotidiano das ruas, a mobilização orgânica correspondente a uma candidatura que ostenta cerca de 40% de preferência?
Embora o tamanho de uma caminhada em um único município não tenha o condão científico de invalidar pesquisas estatísticas, a capacidade de atração popular — especialmente quando dependente de cabos eleitorais estruturados com bandeiras — funciona historicamente como um termômetro sensível do engajamento real da militância.
A pouco menos de um mês das urnas, a dúvida que fica é se a vantagem numérica de Sergio Moro nas pesquisas reflete um eleitorado efetivamente decidido e mobilizado, ou se ainda há um abismo considerável entre a intenção fria captada pelos números e o termômetro pulsante das ruas.
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