A infestação por dengue em Maringá caiu 45% em um período de três meses. É o que revelou a divulgação do 3º Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (Lira) deste ano, apresentado pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde, nesta quarta-feira, 9. O índice médio, apurado entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro, ficou em 1,1%. No Lira divulgado em junho, o índice de infestação era de 2%. A apresentação também destacou a redução de 95,56% nos casos da doença entre janeiro e agosto deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado.
O índice geral mostra que, de cada 100 imóveis, praticamente um tinha tinha foco de dengue no período pesquisado. O aceitável, de acordo com o Ministério da Saúde, é até 1% de infestação. A maior parte dos focos permanece dentro das casas dos moradores, como pratos de plantas, compartimento atrás da geladeira, recipientes plásticos jogados em montes de lixo, depósitos de água, entre outros.
De acordo com o levantamento, as regiões que apresentaram os índices mais baixos foram: Quebec, Portal das Torres, Grevíleas III, Alvorada I, Império do Sol, Paris VI, Ney Braga, Vila Esperança, Olímpico, Maringá Velho, Iguatemi, Floriano, Industrial, Iguaçu, Zona Sul, Aclimação, Operária, Paraíso e Internorte. O risco é crítico para as regiões Alvorada III, Paulino, Pinheiros, Parigot de Souza, Tuiuti, Morangueira, Zona 07, Zona 06, Mandacaru, Vila Vardelina, Universo, São Silvestre e Céu Azul. O risco é alto para as regiões: Piatã, Guaiapó e Cidade Alta (confira detalhes no anexo).
A redução de casos confirmados de dengue também foi destaque durante a apresentação. Entre janeiro e agosto deste ano, foram registrados 183 casos da doença em Maringá. O número é 95,56% menor que no mesmo período do ano passado, quando houve 4.163 confirmações de dengue.
Entre as medidas que contribuíram para a redução de casos e de focos de dengue, estão o direcionamento de equipes para áreas específicas, elaborando mapas onde é possível visualizar locais de maior incidência, vistorias em pontos de maior vulnerabilidade, fiscalização com drones, aplicação de inseticida em locais com grande fluxo de pessoas (Borrifação Residual Intradomiciliar), capacitação técnica de Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e de Agentes de Combate a Endemias (ACEs) e monitoramento com armadilhas como Ovitrampas, EDLs (Estações Disseminadoras de Larvicidas) e Pneutraps.
Preocupação com o El Niño – O secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, alertou para o risco de aumento de casos no período de maior incidência do fenômeno El Niño, entre outubro e dezembro. Para a dengue, o fenômeno pode potencializar a multiplicação do vírus, diminuindo o tempo de incubação do mosquito por causa das altas temperaturas. A previsão de chuvas intensas também aumenta a possibilidade de água parada, criadouro para o aedes aegypti. Por isso, o empenho de toda a sociedade é fundamental para manter os casos sob controle.
“A Secretaria de Saúde vem trabalhando diariamente no combate e controle do Aedes aegypti, porque o ovo depositado hoje em contato com a água pode ser mosquito daqui sete dias. Desta maneira, não há trégua e não há tranquilidade. Investimos em tecnologia, vamos reforçar ações nos bairros com maior incidência, mas precisamos da colaboração de todos para que dediquem apenas cinco minutos por semana para limpar o quintal, desentupir as calhas, checar os pratinhos de plantas, enfim, não deixar água acumulada. Se todos colaborarem, passaremos de forma mais tranquila pelo período mais crítico do El Niño” ressaltou Nardi.
Nas próximas semanas a Secretaria de Saúde dará início à ‘Primavera Sem Dengue’, com reforço de ações de prevenção e combate em todas as regiões da cidade. Denúncias relacionadas a focos de dengue podem ser feitas pelos telefones 156 ou 160 e ainda na página da Ouvidoria da Prefeitura na internet (acesse aqui).


