Cerca de 30 representantes de órgãos públicos e da sociedade civil participaram nesta quarta-feira, 9, da primeira reunião de trabalho da Comissão Interinstitucional do Programa ‘Maringá pela Vida’. O encontro iniciou a discussão de medidas integradas para reduzir mortes e lesões graves no trânsito e definir ações a partir dos principais problemas identificados no município.
Entre as medidas que já estão em andamento estão blitze noturnas e operações integradas de fiscalização urbana, ações educativas direcionadas aos motociclistas, elaboração do mapa dos cruzamentos mais críticos e ampliação da fiscalização eletrônica. As iniciativas podem ser realizadas individualmente pelas instituições ou de forma conjunta, conforme a necessidade de cada frente de trabalho. A proposta é identificar os locais e comportamentos de maior risco para direcionar ações de fiscalização, engenharia de trânsito, educação e atendimento.
Para o prefeito Silvio Barros, a responsabilização dos motoristas é um dos pontos centrais para melhorar a segurança viária. “Precisamos responsabilizar o motorista pela imprudência e deixar claro que determinadas atitudes podem colocar vidas em risco. Não podemos aceitar comportamentos perigosos como algo normal no trânsito. A mudança também passa por uma postura mais consciente de quem está ao volante.”
O secretário de Mobilidade Urbana, Luciano Brito, explicou a importância do uso dos dados para direcionar as intervenções. “O trabalho da comissão permite transformar as informações que temos sobre acidentes e pontos críticos em ações mais direcionadas. Precisamos identificar onde os riscos são maiores, quais fatores estão envolvidos e, a partir disso, definir as intervenções mais adequadas em cada local.”
Para o secretário de Segurança, Delegado Luiz Alves, o foco deve estar no fortalecimento das ações de fiscalização. “A fiscalização precisa acompanhar os principais fatores de risco identificados no município. A partir desse diagnóstico, podemos direcionar as equipes e intensificar as operações nos locais e horários em que os problemas são mais recorrentes, principalmente nos casos de imprudência e desrespeito às regras.”
A secretária de Comunicação, Denise Silva, apresentou durante a reunião um vídeo produzido pela Secretaria de Comunicação com o relato da namorada de uma das vítimas do trânsito de Maringá, reforçando a importância de tratar a segurança e também os impactos que os acidentes causam às famílias. “Precisamos lembrar que por trás de cada número existe uma pessoa, uma família e uma história que muda para sempre. A comunicação tem o papel de mostrar essa realidade, sensibilizar a população e contribuir para que a segurança no trânsito seja entendida como uma responsabilidade de todos”, afirmou.
Representante da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), Paulo Yanko avaliou que a segurança no trânsito também tem impacto direto na rotina de quem trabalha e circula pela cidade. “O trânsito faz parte da vida de todos nós. Comerciantes, trabalhadores, entregadores e clientes estão diariamente nas ruas. Por isso, é importante que as decisões considerem também a realidade de quem utiliza as vias todos os dias.”
Representando a Ordem dos Advogados do Brasil de Maringá (OA) e presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPD), Izabella Militão destacou a necessidade de considerar a segurança e a acessibilidade para todos os usuários das vias. “Quando discutimos segurança no trânsito, precisamos pensar em todos que circulam pela cidade, inclusive as pessoas com deficiência. O planejamento das ações deve considerar o direito de todos a um trânsito seguro, acessível e que respeite as diferentes necessidades da população.”
A comissão já recebeu mais de 44 sugestões de melhorias apresentadas pelos próprios integrantes, parceiros e representantes das instituições. Entre elas estão a fiscalização da documentação dos motoristas, o reforço da fiscalização da Lei Seca, a implantação de novos semáforos em vias com maior registro de acidentes e a instalação de radares educativos. As propostas passarão por análise técnica para avaliar a viabilidade de implantação e definir quais poderão ser incorporadas às próximas ações.
As reuniões da Comissão Interinstitucional serão realizadas mensalmente ou sempre que houver convocação da presidência. O grupo também poderá convidar especialistas, pesquisadores, servidores e representantes de outros órgãos e entidades para contribuir com as discussões, sem direito a voto.
Comissão – A Comissão Interinstitucional é formada por representantes titulares e suplentes do Gabinete do Prefeito, das secretarias de Mobilidade Urbana (Semob), Segurança e Saúde, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Siate, Samu, Polícia Civil, Polícia Científica, Detran/PR, DER/PR, Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público do Paraná, Ordem dos Advogados do Brasil, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim) e da EPR, concessionária responsável pelas rodovias no entorno do município.


