O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou neste domingo (20) para Nova York, nos Estados Unidos, onde participa da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Em seu tradicional discurso de abertura, Lula deve destacar a importância do diálogo entre os países diante dos conflitos atuais no mundo. O presidente também pretende defender a negociação pacífica de disputas e a reforma do Conselho de Segurança da ONU, órgão que o Brasil considera lento para responder a crises internacionais.
Durante a viagem, Lula terá reuniões com chefes de Estado, com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. O retorno do presidente ao Brasil está marcado para a próxima terça-feira (22), logo após o seu pronunciamento.
Expectativa sobre Donald Trump e agenda do Itamaraty
Até o momento, o governo brasileiro não confirmou se haverá um encontro oficial entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Como Trump discursa logo após o líder brasileiro, existe a possibilidade de os dois se cruzarem nos bastidores da sede da ONU, como ocorreu no ano passado.
Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, cumprirá uma agenda intensa de reuniões ao longo da semana. Ele participará de encontros de blocos como o Brics, o G77 e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de presidir reuniões sobre a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e sobre a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas).
A comitiva brasileira em Nova York também conta com a presença do ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social) e dos ministros Esther Dweck (Gestão), Luiz Eloy Terena (Povos Indígenas) e Rachel Barros (Igualdade Racial), que participarão de debates sobre combate à desigualdade, direitos humanos e proteção social.

