A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve a suspensão da comercialização, distribuição e uso de lotes específicos de produtos de limpeza da marca Ypê. A medida, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (15), atinge desinfetantes, detergentes e lava-roupas líquidos antigos.
Por outro lado, uma nova resolução da agência liberou os lava-louças líquidos e desinfetantes fabricados a partir de março de 2026 (com final de lote 1). Os itens produzidos a partir de abril também já estão autorizados para o mercado.
Quais lotes continuam suspensos?
A suspensão atual decorre do descumprimento de requisitos da RDC nº 47/2013, apontados em uma inspeção sanitária realizada no final de abril. Veja o que continua proibido:
- Desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê: Todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026.
- Detergentes lava-louças (versões tradicionais, enzimas ativas, concentrados, clear e green): Todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026.
- Lava-roupas líquidos (Tixan Ypê e Ypê – antibac, coco, baunilha e premium): Todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de abril de 2026.
Ação da empresa: A assessoria da Ypê informou que apresentou hoje (15) à Anvisa os laudos laboratoriais dos lotes de final 1 produzidos em janeiro e fevereiro de 2026, na expectativa de obter a liberação desses produtos após a análise técnica.
Motivo da restrição e histórico
A liberação parcial ocorreu porque os testes nos produtos fabricados após março e abril mostraram resultados satisfatórios. Com isso, o veto foi restrito apenas aos lotes mais antigos.
O caso teve início no dia 7 de maio, quando a fiscalização na unidade industrial de Amparo (SP) identificou 76 irregularidades sanitárias, apontando risco de contaminação microbiológica. O alerta foi reforçado porque a marca já havia registrado, em novembro de 2025, um episódio de contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa em sua linha de lava-roupas.
Riscos à saúde
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria ambiental comum em áreas úmidas e solos. Ela não costuma causar problemas graves em pessoas saudáveis, mas representa um risco real para indivíduos com baixa imunidade, tais como:
- Idosos e crianças pequenas;
- Pacientes em tratamento oncológico;
- Transplantados;
- Pessoas com doenças autoimunes.
O monitoramento dos produtos suspensos que ainda estão nas prateleiras deve seguir as diretrizes de recolhimento e controle sanitário acordadas entre a Anvisa e a fabricante.




