A agência estatal de notícias Iranian Labor News Agency (ILNA) confirmou, neste domingo (1º), a morte do ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, aos 69 anos. O político foi uma das vítimas dos bombardeios realizados por forças dos Estados Unidos e de Israel, iniciados no último sábado (28).
Segundo as informações oficiais, Ahmadinejad estava em sua residência no distrito de Narmak, na zona leste da capital, no momento dos ataques aéreos. Seus guarda-costas também morreram no local.
Baixas no alto escalão do Irã
A ofensiva resultou em uma desestabilização sem precedentes no comando do país. Além de Ahmadinejad, a mídia estatal confirmou o falecimento de outras figuras centrais do regime:
- Aiatolá Ali Khamenei: Líder supremo do Irã, que ocupava o posto vitalício há 36 anos.
- Ali Shamkhani: Contra-almirante e secretário do Conselho de Defesa.
- Mohammad Pakpour: Major-general e comandante em chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.

Histórico e relação com o Brasil
Ahmadinejad presidiu o Irã entre 2005 e 2013, período marcado por fortes tensões nucleares e retórica antiocidental. No entanto, manteve canais diplomáticos abertos com Brasília.
Em 2009, o então líder iraniano realizou uma visita oficial ao Brasil, onde foi recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ocasião, Ahmadinejad chegou a defender publicamente a entrada do Brasil como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU, reforçando os laços entre as nações do chamado Sul Global.

