O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), anunciou um investimento expressivo de R$ 67,3 milhões para fortalecer o monitoramento e o cuidado com recém-nascidos em todo o estado. O recurso, que será repassado ao longo de 48 meses (cerca de R$ 16,8 milhões anuais), permitirá que o rastreio salte das atuais sete doenças para até 51 patologias detectadas de forma escalonada.
A ampliação deve começar a ser implementada ainda no primeiro semestre deste ano. A iniciativa antecipa diretrizes da Lei Federal nº 14.154/2021, utilizando um convênio com a Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe), laboratório de referência no estado.
Foco no diagnóstico precoce
De acordo com o secretário estadual da Saúde, César Neves, a medida é uma questão de oportunidade para o futuro das crianças paranaenses. O objetivo é garantir que o tratamento comece o quanto antes, reduzindo riscos de deficiências e a mortalidade infantil.
A Triagem Neonatal é composta por quatro exames fundamentais realizados nos primeiros dias de vida:
- Teste do Pezinho: Identifica doenças metabólicas, genéticas e infecciosas.
- Teste do Olhinho: Detecta alterações visuais.
- Teste da Orelhinha: Avalia a saúde auditiva.
- Teste do Coraçãozinho: Identifica cardiopatias congênitas críticas.
Sistema pioneiro e crescimento nos exames
O Paraná utiliza um sistema de monitoramento em tempo real, ferramenta pioneira no Brasil que qualifica a gestão dos dados e agiliza as decisões das equipes de saúde.
Os números mostram um crescimento constante na cobertura estadual:
- 2023: 91.471 exames realizados.
- 2024: 92.820 exames realizados.
- 2025: 94.943 exames realizados.
- 2026 (parcial): 20.613 exames já contabilizados.
O investimento será transferido em parcelas trimestrais, assegurando que tanto a rede pública quanto a privada consigam estruturar o atendimento para receber essa ampliação do rol de doenças rastreadas. Além dessa evolução na saúde infantil, você gostaria de conferir outras atualizações sobre investimentos do Governo do Estado em infraestrutura ou segurança pública para a região?










