A Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Saúde, apresentou nesta sexta-feira (29) o 1º Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA) de 2026. A audiência pública, realizada na Câmara de Vereadores, reuniu servidores, conselheiros de saúde e parlamentares da Comissão de Saúde do legislativo municipal para prestar contas dos investimentos e resultados alcançados entre janeiro e abril deste ano.
O orçamento anual para a área da saúde foi atualizado para R$ 928 milhões até o dia 30 de abril, valor que representa um acréscimo de R$ 47,5 milhões em relação à previsão inicial. Com isso, os investimentos próprios do município atingiram 15,85% no primeiro quadrimestre, superando o limite mínimo exigido pela Constituição Federal.
Ampliação no atendimento e mutirões de cirurgias
Durante os primeiros quatro meses do ano, o município expandiu os serviços da Atenção Primária com a implantação de três novas equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF). O reforço no atendimento beneficia diretamente os moradores referenciados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Parigot de Souza, Paulino e Andrea.
O relatório também destacou as ações para reduzir o tempo de espera por procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, a secretaria promoveu mutirões cirúrgicos concentrados em três especialidades de alta demanda:
- Ortopedia
- Vascular
- Oftalmologia
Avanço em obras e novos projetos de infraestrutura
O balanço financeiro detalhou o andamento de novos equipamentos públicos e reformas na rede municipal de saúde:
- Caps-AD Zona Norte: O Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas já conta com mais de R$ 3,1 milhões empenhados.
- UBS São Clemente: Terá o mesmo volume de recursos (R$ 3,1 milhões), com previsão de início das obras para o mês de junho.
- Hospital Municipal: Segue em andamento a construção da nova ala da mulher.
- UPAs 24h Zona Leste e Zona Oeste: Os projetos para as duas novas Unidades de Pronto Atendimento encontram-se em fase de licitação.
- Reformas e ampliações: Estão na etapa de elaboração dos projetos de engenharia as melhorias estruturais para as UBSs Alvorada III, Cidade Alta e Iguatemi.
“Além das obras, conseguimos reestruturar a Atenção Primária, que é a ‘porta de entrada’ na rede pública de saúde, com mais de R$ 1 milhão por mês para complementar as equipes de Saúde da Família. Ainda reduzimos os casos de dengue em mais de 90%”, afirmou o secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, ressaltando o foco na busca por novas parcerias para expandir o atendimento.





