A hora de acelerar o biodiesel brasileiro

MARIA VICTORIA | Deputada estadual do Paraná

Repórter Jota Silva
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Jornalista | Registro Profissional Nº 0012600/PR
Quem é o Repórter Jota Silva — Sou o Jota Silva (Carlos José da Silva), jornalista, programador e fundador do portal Saiba Já News. Com uma...
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MARIA VICTORIA Deputada estadual do Paraná

No dia 14 de julho, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve se reunir para discutir o aumento da mistura de etanol na gasolina (de 30 % para 32 %). Um importante debate que pode ampliar a participação dos na matriz energética brasileira.

A reunião do Conselho, vinculado ao Ministério de Minas e Energia, poderia abrir espaço para um avanço tão ou mais relevante para a economia do país: a evolução da presença do biodiesel do atual B15, com 15% da mistura no diesel fóssil para o B20, com 20 % de biodiesel.

A Lei do Combustível do Futuro (14.993/2024) estabelece a elevação gradual da mistura obrigatória, com o objetivo de atingir o patamar de 20% (B20) até 2030. Se a viabilidade técnica está sendo comprovada e a própria legislação aponta nessa direção, é natural que o debate sobre a ampliação do biodiesel também deva fazer parte das decisões estratégicas do país.

Na esteira de debate do Conselho, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) decidiu, na semana passada, reduzir a burocracia e facilitar o uso voluntário de biodiesel em teores superiores ao percentual obrigatório.

A revisão da resolução nº 910/2022 impulsiona a utilização de misturas mais elevadas de biodiesel em setores estratégicos, como transporte público, ferrovias, navegação, agricultura, mineração e geração de energia, fortalecendo a descarbonização e a expansão dos combustíveis renováveis.

Como coordenadora da Frente Parlamentar do Hidrogênio Renovável e Biocombustíveis da Assembleia Legislativa do Paraná, encaminhei ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, um pedido formal defendendo a aceleração da ampliação da mistura obrigatória para o B20.

Uma reivindicação que transpassa as solicitações do setor produtivo. É uma agenda de desenvolvimento, inovação, segurança energética e geração de oportunidades para o Brasil.

Os acontecimentos internacionais reforçam ainda mais essa necessidade. A guerra entre Rússia e Ucrânia, somada às tensões no Oriente Médio, pressionam os mercados globais de energia e demonstraram como a dependência do petróleo expõe países e economias às oscilações geopolíticas.

A Rússia anunciou recentemente a suspensão da exportação de diesel, o Brasil é um dos principais importadores do diesel produzido lá. Sempre que há instabilidade nessas regiões, o reflexo chega rapidamente ao preço dos combustíveis, ao custo do transporte, à inflação e, consequentemente, ao bolso das famílias brasileiras.

Em um mundo cada vez mais imprevisível, produzir mais energia dentro do próprio país deixou de ser apenas uma pauta ambiental. É uma questão de segurança econômica, energética e de soberania.

O Brasil possui uma vantagem que poucas nações têm: produz energia renovável em larga escala. O biodiesel é fruto da força do nosso agronegócio, da capacidade da nossa indústria e da competência da pesquisa brasileira.

Cada ponto percentual acrescentado à mistura significa menos dependência do diesel fóssil importado, mais valor agregado à produção nacional, mais empregos e mais investimentos circulando na economia.

Recentemente, participei aqui no Paraná da entrega de uma frota de caminhões Volvo adquirida pelo Grupo Potencial para operar com biodiesel puro, o B100.

Foi uma demonstração concreta de que a tecnologia já está disponível e que a descarbonização do transporte pesado deixou de ser apenas uma promessa. O Paraná mostrou, mais uma vez, que é possível unir inovação, sustentabilidade e competitividade em benefício do desenvolvimento econômico.

A transição energética não será construída por uma única tecnologia. Hidrogênio renovável, biometano, etanol, eletrificação e biodiesel são caminhos complementares.

No entanto, o biodiesel tem uma vantagem estratégica: pode ampliar sua participação imediatamente, utilizando a infraestrutura já existente, reduzindo emissões sem exigir a substituição da frota nacional e fortalecendo uma cadeia produtiva que começa no campo e movimenta toda a economia.

O Paraná reúne alguns dos maiores ativos desse processo. Somos líderes na produção agropecuária, referência em biocombustíveis, inovação e pesquisa, e estamos construindo um ambiente favorável às novas energias.

Defender o avanço para o B20 é defender empregos, desenvolvimento regional, competitividade industrial e maior segurança energética para o Brasil.

MARIA VICTORIA
Deputada estadual do Paraná
Coordenadora da Frente Parlamentar do Hidrogênio Renovável e Biocombustíveis

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Quem é o Repórter Jota Silva — Sou o Jota Silva (Carlos José da Silva), jornalista, programador e fundador do portal Saiba Já News. Com uma longa trajetória na comunicação do Paraná, uno o jornalismo independente aos bastidores da economia, tecnologia e utilidade pública. Sou especialista em mídia digital e edição, traduzindo fatos complexos com agilidade e foco no que mais importa para o leitor. Se você valoriza o jornalismo independente e quer colaborar com o meu trabalho, minha chave PIX é: jsilvamga@gmail.com