O anúncio do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) detalha como a nova tarifação afetará as exportações do Brasil. A medida impõe uma alíquota adicional de 12,5% sob a justificativa de combate ao trabalho forçado (com base na Seção 301), mas alivia gargalos críticos ao poupar 471 itens estratégicos.
Resumo do impacto econômico
- Alíquota acumulada (para produtos afetados): Para as mercadorias fora da lista de isenção, os 12,5% somam-se aos 25% aplicados anteriormente, elevando a tributação total para 37,5%.
- Motivação das exceções: O USTR preservou insumos indispensáveis para a própria indústria americana e produtos com forte integração nas cadeias globais de suprimento.
- Alcance global: O Brasil integra o grupo de mais de 50 países atingidos pela investigação, que também impôs sanções e regimes de cotas a outros parceiros comerciais.
Principais setores preservados pela lista do USTR
| Setor | Itens de destaque isentos |
| Agronegócio & Alimentos | Café, suco de laranja, derivados de açaí, defensivos agrícolas e fertilizantes. |
| Energia & Mineração | Petróleo e derivados, gás natural, ferro-gusa e sucata de alumínio. |
| Indústria & Tecnologia | Madeira, couros, equipamentos para fabricação de semicondutores. |
| Saúde & Outros | Medicamentos, insumos farmacêuticos e obras de arte/antiguidades. |
- Tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor
- Governo brasileiro reage, repudia tarifas de 25% dos EUA e promete acionar Lei de Reciprocidade
- EUA impõem nova tarifa de 12,5% a produtos brasileiros e eleva taxa total a 37,5%
Ponto de atenção: O governo brasileiro contestou as conclusões do relatório do USTR e avalia acionar a Lei de Reciprocidade, enquanto entidades do setor produtivo recomendam negociação direta para evitar prejuízos adicionais ao comércio bilateral.



