O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes tem buscado igualar a conduta do relator do caso do Banco Master (o ministro André Mendonça) à sua própria atuação e afim de ocultar ser envolvendo no Caso Master.
Alexandre de Moraes solicitou nesta sexta-feira (11/9) ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, que o julgamento sobre as mensagens trocadas por ele com Daniel Vorcaro, do Banco Master, ocorra em conjunto com as apurações envolvendo a conduta do ministro André Mendonça na condução do Caso Master.
Alexandre de Moraes acusa o relator do caso Banco Master, ministro André Mendonça, de “escolha seletiva” na divulgação de documentos e pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, o levantamento total do sigilo dos autos e o julgamento conjunto dos procedimentos.
Nos bastidores e na avaliação de analistas, a manobra é interpretada como uma tentativa de jogar o colega aos leões e à opinião pública, deslocando o foco da gravidade de sua própria ligação com o banqueiro para as acusações direcionadas a Mendonça.
Moraes requereu a unificação da pauta das petições 16.704 e 16.662. Na avaliação do magistrado, a análise isolada dos processos gera contradição com o próprio entendimento da Presidência do tribunal, que já havia reconhecido formalmente a conexão e a continência entre os casos para evitar riscos de decisões contraditórias e tumulto processual.
Entenda o caso
Enquanto a Pet 16.662 traz os resultados do relatório da Polícia Federal — com apontamentos sobre mensagens e a proximidade entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro —, a Pet 16.704 reúne apurações sobre supostas irregularidades atribuídas a André Mendonça.
Moraes acusa o colega de Corte de:
- Suposta usurpação da direção de investigações policiais;
- Irregularidades em tratativas de colaboração premiada;
- Direcionamento de medidas cautelares contra alvos específicos.
Para a defesa dos interesses de Moraes, pautar apenas um dos procedimentos compromete a visão global dos fatos pelos demais ministros do tribunal.
Pedidos de transparência e intimações
Além da unificação dos julgamentos, Alexandre de Moraes cobrou a derrubada integral do sigilo de todos os procedimentos vinculados aos casos, sob a alegação de seletividade na liberação de documentos por parte de Mendonça. O ministro também requereu a intimação de todos os magistrados citados nas investigações para que possam prestar esclarecimentos e assegurar suas prerrogativas institucionais.
Instabilidade e o fator Andrei Rodrigues
O cenário de atritos e choques institucionais ganha ainda mais complexidade nos bastidores da segurança pública e da justiça. O ministro André Mendonça determinou nesta terça-feira (8/9) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por conta de uma investigação considerada irregular contra o próprio Mendonça e acatada pelo colegiado. No entanto, a medida gerou um novo cabo de guerra institucional após a recondução de Andrei ao cargo, cenário que acirrou as tensões e gerou forte instabilidade na credibilidade da corporação.
Crise no STF
A movimentação ocorre em meio a uma forte crise institucional no Supremo. Nesta semana, André Mendonça retirou o sigilo de parte da investigação que expõe supostas conversas entre Vorcaro e Moraes sobre o andamento de apurações, incluindo mensagens enviadas dias antes da prisão do banqueiro.
Diante do cenário, Luiz Edson Fachin decidiu levar o caso ao plenário para o dia 15 de setembro, ressaltando que o colegiado é o órgão competente para analisar os novos elementos. Fachin também determinou que procedimentos com potencial de gerar investigações contra integrantes do STF passem obrigatoriamente pela Presidência da Corte e retirou Alexandre de Moraes da relatoria do Inquérito das Fake News, em vigor desde 2019.
Crise no Supremo Tribunal Federal e o Caso do Banco Master
A movimentação nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF) indica que o ministro Alexandre de Moraes tem buscado equiparar a conduta do relator do caso do Banco Master (o ministro André Mendonça) à sua própria atuação.
Essa estratégia de defesa e contra-ataque gerou forte repercussão entre ministros da Corte, que avaliam o movimento como uma tentativa de contaminar todo o tribunal para tentar se blindar diante das crises e investigações em curso.
Principais Eixos da Tensão Interna
- Tentativa de Equiparação de Condutas: Nos corredores do STF, avalia-se que Moraes tenta igualar as circunstâncias e questionamentos surgidos sobre a atuação de Mendonça às acusações e suspeitas que recaem sobre ele próprio, buscando diluir o foco político e institucional da crise.
- Disputa entre Ministros: O atrito ganhou contornos mais claros após relatórios da Polícia Federal apontarem diferenças de tratamento por parte de Mendonça ao lidar com menções a diferentes autoridades na Operação Compliance Zero (relativa ao Banco Master). Enquanto houve foco e aprofundamento em relação a dados sobre Moraes, outras menções geraram posturas distintas.
- Repercussão Coletiva: A estratégia de tentar nivelar as condutas preocupa integrantes da Corte, que temem um aprofundamento da crise institucional e a perda de coesão interna em um momento de forte escrutínio público sobre o tribunal.
“Saiba Já News: inteligência em informação com abrangência nacional”


