O ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles afirmou que a atuação do ministro André Mendonça foi correta ao solicitar à Polícia Federal um relatório que cita o ministro Alexandre de Moraes, relacionado ao caso Master, e ao encaminhar a questão ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração contrapõe o posicionamento do atual chefe da Procuradoria-Geral da República, Paulo Gonet.
Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Fonteles sustentou que a conduta de Mendonça é legal e respaldada pelas alterações trazidas pelo Pacote Anticrime (Lei 13.964 de 2019). De acordo com o ex-PGR, a legislação ampliou os poderes do magistrado na fase pré-processual da investigação criminal para exercer o controle da legalidade dos atos investigativos.
O ex-procurador-geral também pontuou que o atual titular da PGR, Paulo Gonet, deveria se afastar da condução de inquéritos que o envolvam de maneira cruzada, transferindo a apuração para o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand.
Por fim, Fonteles defendeu que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, leve o caso ao plenário da Corte para transparência e avaliação coletiva, ressaltando que os fatos revelados não justificam investidas contra as instituições ou iniciativas de caráter golpista direcionadas ao Poder Judiciário.


