Por unanimidade, Comissão Processante aprova prosseguimento de processo contra a vereadora Professora Ana Lúcia acusada de esquema de rachadinha

Vereadora Ana Lúcia é acusada pelo ex-assessor Vinícius Felice de exigir repasses econômicos mensais ao caixa do diretório municipal do partido

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A Comissão Processante da Câmara Municipal de Maringá aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (21), o parecer favorável ao prosseguimento do processo administrativo contra a vereadora Professora Ana Lúcia (PDT). A decisão ocorre após a análise da defesa prévia apresentada pela parlamentar.

Votação e posição dos membros

A comissão é presidida pelo vereador Guilherme Machado, tendo como membro a vereadora Akemi Nishimori e como relator o vereador Luiz Neto.

O parecer do relator, favorável à continuidade das apurações, havia sido apresentado na segunda-feira (20). Com os votos do presidente e da vereadora Akemi registrados nesta terça-feira nos autos do Processo Administrativo SEI nº 26.0.000005821-0, o relatório foi ratificado de forma unânime.

“A acusação apresentou elementos de possíveis ilícitos, e a defesa da vereadora foi robusta, embasada em vários argumentos. O parecer emitido pelo relator rebateu as alegações trazidas na defesa prévia, nos convencendo de que seria melhor darmos prosseguimento ao procedimento, até mesmo para que a vereadora tivesse, na instrução probatória, mais possibilidades de provar sua inocência.”

Guilherme Machado, presidente da Comissão Processante.

A vereadora Akemi Nishimori ressaltou que a análise nesta etapa inicial busca garantir o cumprimento estrito da legislação (Decreto-Lei nº 201/1967):

“Nesta fase processual, cabe apenas verificar a existência de elementos mínimos que justifiquem o prosseguimento da instrução, sem qualquer julgamento antecipado sobre o mérito ou eventual responsabilidade da denunciada. Acompanho integralmente o voto do Relator pela rejeição das preliminares da defesa e pelo prosseguimento do processo, oportunidade em que serão produzidas as provas necessárias.”

Akemi Nishimori, membro da Comissão Processante.

Próximos passos do processo

Com a decisão, o procedimento avança para as seguintes etapas:

  1. Fase de instrução processual: Produção de provas, realização de diligências e oitiva de testemunhas indicadas pelas partes, garantidos o contraditório e a ampla defesa.
  2. Alegações finais: Concluída a instrução, a vereadora terá o prazo regimental de 5 dias para apresentar suas razões finais.
  3. Parecer final: A comissão elaborará o relatório final, opinando pela procedência ou improcedência da denúncia.
  4. Votação em Plenário: O parecer final será submetido à votação de todos os vereadores no Plenário da Câmara Municipal, momento em que será decidido o arquivamento ou a aplicação das penalidades previstas em lei.

Prazos regimentais

A Comissão Processante dispõe do prazo legal de 90 dias para a conclusão dos trabalhos e deliberação final. A contagem foi iniciada em 6 de julho, data em que a vereadora foi formalmente notificada.

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