Durante agenda pública no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou estender o assunto sobre as novas tarifas de 25% impostas pelo governo norte-americano. Lula afirmou categoricamente que só vai se posicionar de forma oficial após uma declaração do próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Vou deixar para falar do tarifaço quando o Trump falar. Quando o Trump falar, eu falarei. Enquanto ele não falar, eu não falarei, porque nós vamos mostrar que, contra o Brasil, ninguém ganha mentindo. Ou é mais verdadeiro que nós ou não vai enganar a sociedade brasileira”.
O presidente reforçou que o país exige respeito nas relações internacionais e que não aceitará desaforos externos.
🚨ALERTA DE MEGATHREAD!
LULA FUJÃO CANSOU DE ATACAR O TRUMP APÓS O TARIFAÇO?
Hoje, na Fiocruz, o presidente avisou: "vou deixar para falar do tarifaço quando o Trump falar. Enquanto ele não falar, eu não falarei."
Não adianta fugir da sua culpa, presidente.
Siga o fio e… pic.twitter.com/okx7ontn4b
— Pâm 🌸 (@pamcosta21) July 17, 2026
Fazenda estuda reciprocidade, mas descarta retaliação

Paralelamente, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que o governo brasileiro está avaliando medidas de reciprocidade amparadas por uma legislação aprovada por unanimidade no Congresso Nacional. Durigan rejeitou o termo “retaliação”, defendendo que o foco técnico é proteger os interesses da economia nacional de maneira cautelosa e sem medidas açodadas.
O Pix como barreira inegociável
A equipe econômica também rebateu duramente as queixas de Washington de que o Pix representaria uma “prática comercial desleal”. O ministro classificou o argumento americano como um “completo absurdo”, assegurando que o Pix é uma infraestrutura pública e aberta que não entrará em mesas de negociação.
Déficit comercial e viés político
O Ministério da Fazenda destacou que o Brasil já possui um déficit comercial estrutural com os Estados Unidos, o que torna a punição tarifária injustificada sob a lógica econômica. Para a gestão federal, as justificativas levantadas pelos americanos — que envolvem temas como o desmatamento — baseiam-se em premissas falsas ou desatualizadas, expondo um pano de fundo meramente político-eleitoral.
Saiba Já News: inteligência em informação com abrangência nacional


