O Ministério da Justiça e Segurança Pública promoveu, nesta quarta-feira (15), no Rio de Janeiro, uma reunião técnica focada no enfrentamento ao crime organizado que atua no mercado formal de combustíveis. O objetivo central do encontro foi criar um ambiente de integração entre diferentes órgãos para definir medidas práticas e combater a infiltração criminosa em setores estratégicos da economia.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou o empenho da pasta em viabilizar acordos e mobilizar as forças policiais e de inteligência. Segundo ele, o avanço das facções no mercado formal exige respostas rápidas e coordenadas.
“Nosso diagnóstico é de que a evolução do crime organizado e a ampliação de sua presença no mercado formal exigem respostas articuladas entre a segurança pública, a inteligência, a fiscalização e a regulação”, afirmou o ministro.
O controle territorial e o mercado de combustíveis
Durante o encontro, o procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro (PGJ), Antonio Campos Moreira, chamou a atenção para a gravidade do cenário fluminense, apontando a retomada do controle territorial pelo Estado como o principal desafio atual.
De acordo com o procurador-geral, o tráfico de drogas passou a ser uma atividade secundária para as grandes organizações. O verdadeiro poder financeiro dessas facções vem da exploração de toda a cadeia do comércio local nas áreas dominadas. O lucro bilionário obtido nessas regiões é posteriormente lavado em negócios lícitos, como postos e distribuidoras de combustíveis.


